
Por Junior Ebersol
O fogo começou em poucos minutos e transformou em cinzas o lar de Terezinha Garcia Mello, de 53 anos, do marido João Pedro Quadrado Pinto, de 58, e do filho Pedro Mello Pinto, de 17. A casa onde viviam, na rua Sargento Añana, nº 4, bairro Paraíso, foi completamente destruída em um incêndio, ocorrido no dia 27 de outubro. O sinistro começou na garagem e se espalhou rapidamente.
“Meu marido colocou uns lixos para queimar na churrasqueira e saiu para levar o carro na oficina. Ficamos na sala e só percebemos o fogo pelo cheiro da fumaça”, relembra Terezinha. As chamas atingiram o forro de madeira e um colchão próximo. “Era muito fogo. Eu e o Pedro tentamos apagar, mas quando caiu uma esponja queimada no meu braço, decidimos sair. Pegamos apenas a bicicleta e minha bolsa com os documentos”.
Vizinhos perceberam o incêndio e ajudaram a tentar conter as chamas com mangueiras de jardim enquanto chamavam o Corpo de Bombeiros. “O que salvou parte dos fundos foi a caixa d’água, que derreteu e jogou água sobre o fogo. Foi quando conseguimos tirar algumas roupas e a cama com ajuda de voluntários”, conta Terezinha.
Apesar da mobilização, o estrago foi total. “Perdemos a casa e todos os móveis. Sobrou apenas um banco, uma cadeira de praia e uma televisão. Da casa, ficaram só as paredes rachadas”.
O filho Pedro, asmático e com gagueira, que também faz tratamento dermatológico, perdeu todos os remédios e teve suas condições agravadas pelo trauma. “Ele piorou depois do incêndio. Está abalado”, desabafa a mãe.
Atualmente, a família está abrigada em uma casa emprestada pelo casal Ademar e Cristina, vizinhos que ajudaram no dia do incêndio. “Quase não tínhamos convivência, e eles abriram a casa para nós”.
Apesar da dor, a solidariedade se destacou. “A comunidade inteira se mobilizou. Vieram muitas pessoas nos ajudar. A prefeitura estava toda mobilizada. Eu acredito no ser humano. Como sempre ajudei todo mundo, graças a Deus veio o retorno”, disse ela, emocionada.
Terezinha conta que o vice-prefeito Davi Lucas (MDB) foi um dos primeiros a socorrer a família e prometeu ajudar na reconstrução da casa. “De imediato a gente levou mantimentos, móveis e disponibilizou aluguel social. Depois nos reunimos com eles, levantamos os estragos e já fizemos orçamento para compra de telha, madeiramento, portas e janelas”, explicou o vice-prefeito.



