
A produção de tabaco é a principal fonte de renda de milhares de famílias de São Lourenço do Sul. Em alguns casos, é a única atividade realizada na propriedade. Segundo informações do coordenador de Mutualidade da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Geber Conrad Ehlert, São Lourenço do Sul ocupa a quinta posição no ranking de produção no Sul do país, com 3.807 famílias cultivando tabaco. O município fica atrás apenas de Canguçu, São João do Triunfo (PR), Venâncio Aires (RS) e Itaiópolis (SC).
Na safra de 2024/2025, a Afubra contabilizou 5.562 estufas ativas e 7.291 hectares plantados no município. A produção média da safra foi de 18.307 toneladas, com aproximadamente 2.511 quilos da planta cultivada por hectare. Segundo Ehlert, o preço médio da safra foi de R$ 20,80, o que pode ser considerado satisfatório, levando em consideração o custo de produção.
A próxima safra já está em plena produção. Alguns produtores já estão realizando a colheita e outros ainda finalizam a plantação. A estimativa da Afubra para essa safra é de manutenção da área plantada no ano anterior, com probabilidade de pequeno aumento entre 3 a 5%, dependendo das condições climáticas.
Uma questão muito comentada entre produtores é a instabilidade das empresas na hora da compra. Por vezes, pagam um valor acima da média e, em outros momentos, deixam a desejar na hora de classificar a produção. Ehlert destaca que é difícil prever o cenário para 2025/2026, pois muito da comercialização depende da lei da oferta e da procura. Conforme o coordenador, uma alta produção, por exemplo, pode acarretar em um maior rigor na hora da classificação do produto.
“Existe sempre uma negociação de preços do tabaco, que busque valorizar o produto de forma que o produtor tenha um lucro que compense o seu trabalho. Em dezembro, será realizada a primeira reunião entre as entidades representativas dos produtores e as empresas fumageiras para debaterem os aumentos do custo de produção e consequentemente uma valorização na tabela de preços. Existe também uma movimentação para a redução do número de classes na tabela de preços, dando maior uniformidade nas negociações, porém, não deve ser algo para essa safra”, finaliza.



