
O município de Piratini começou, no mês passado, as construções de 40 cisternas de 16 mil litros por meio do Programa Cisternas. O objetivo da ação é amenizar os impactos da seca prevista para o verão com o predomínio do fenômeno La Niña. O projeto é um convênio do Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental dos Municípios da Bacia do Rio Jaguarão (Cideja) com o governo federal.
A ação visa promover acesso à água para consumo e produção de alimentos no meio rural, por meio de tecnologias sociais e de baixo custo. O Cideja é presidido pelo prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador (MDB), e reúne os municípios de Aceguá, Candiota, Hulha Negra, Herval, Pedras Altas, Pinheiro Machado e Piratini.
Segundo o secretário municipal de Cidadania e Assistência Social e coordenador da Defesa Civil de Piratini, Glaiton Maninho, foi realizado no mês de agosto um mapeamento das famílias que estão sendo beneficiadas. “Nós sofremos muito com a questão da estiagem no verão, e o caminhão-pipa passa praticamente toda essa temporada entregando água em diversas localidades. Por isso, realizamos um levantamento junto ao motorista do caminhão, porque ninguém conhece melhor as famílias necessitadas do que quem faz as entregas. A partir disso, cadastramos 40 famílias”, explicou.
Maninho destacou ainda que a empresa contratada, o Instituto Cultural Padre Josimo (ICPJ), iniciou a instalação das cisternas pelo 2º Distrito do município. As estruturas são produzidas com materiais e são entregues totalmente equipadas, com bombas, calhas e filtros.
A diretora-executiva do Cideja, Débora Cappua, explicou que todos os municípios que fazem parte do consórcio serão contemplados pelo programa. Ela também esclareceu os requisitos para a escolha das famílias beneficiadas. “Os critérios seguem as instruções normativas do Programa Cisternas do Ministério do Desenvolvimento Social, sendo alguns como deficiência hídrica, cadastro único, entre outros”.
Débora ressaltou que o consórcio planeja ampliar o projeto para alcançar mais famílias. “Nós vamos tentar um novo convênio para fazer mais cisternas, porque a demanda é grande”, afirmou.
Com a conclusão das instalações, a expectativa é de que os municípios consorciados devem sofrer menos com os efeitos da seca e garantir mais segurança hídrica à comunidade.



