Panela de carreteiro,
dos tempos da monarquia
em constante romaria,
no velho pago campeiro,
regalo de um missioneiro
que me ofertou – de presente,
mas agora – indiferente,
a uma amizade sadia,
vive a sonhar – noite e dia,
chorando a panela ausente!
Maestro dos veteranos
da nossa canção bravia!
uma panela vazia,
não vale teus desenganos!
deixa isso pra os profanos
que a nossa história revela.
Guarani – a vida é tão bela,
em nossa terra baguala,
pra que gastar tanta fala
por causa de uma panela?
Larga de mão – eu te peço,
da ideia de entrar em juízo,
termina dando prejuízo,
só com as custas do progresso,
o tempo aponta o progresso,
já sem relincho nem berro;
podes errar – como eu erro,
continuando desunidos
e nós dois sermos cozidos,
nessa panela de ferro!
Os três pés dessa marmita,
queimada – de casca escura,
são – na verdade – a estrutura
da nossa terra jesuíta,
por isso bugre – acredita,
na fala deste mestiço:
– canta – e não pensa mais nisso,
deixa que durma o passado,
o Pedro Ortaça é o culpado
de todo esse rebuliço
Fica a panela comigo,
pois dela tenho usufruto,
cada segundo e minuto,
lembranças do tempo antigo
e – se não falo contigo,
por causa de uma querela,
caso eu estique a canela,
já está gravado o decreto:
– quando tiveres um neto,
manda buscar a panela!!
Tive o prazer de conhecer pessoalmente esses troncos missioneiros – Noel Guarany, Cenair Maicá, Pedro Ortaça e Jaime Caetano Braun – nas antigas e boas gauderiadas com o João Manoel, o popular Batatão. Tempos de ouro que valeram a pena.
Urgente: nos dias 17 e 18 deste mês acontece um mutirão para regularizar a situação dos moradores do bairro Guabiroba, no local da Rodoviária de Pelotas.
Mais informações estão disponíveis no site da Prefeitura.
O serviço é totalmente gratuito – é agora ou nunca!




