Cerrito se prepara para iniciar o Programa Família Gaúcha

Lançado no dia 18 de setembro pelo governador Eduardo Leite (PSD), o programa integra o Plano Rio Grande. (Foto: Vítor Rosa/Secom)

A Prefeitura de Cerrito prepara a implementação do Programa Família Gaúcha, uma das principais iniciativas do governo do Estado voltadas à redução das desigualdades sociais e à reconstrução da autonomia das famílias em situação de vulnerabilidade. Lançado no dia 18 de setembro pelo governador Eduardo Leite (PSD), o programa integra o Plano Rio Grande, que reúne ações estratégicas para proteger a população gaúcha e fortalecer a capacidade de resposta do Estado frente às crises recentes, especialmente os eventos climáticos que atingiram diversas regiões.

Pelotas e Rio Grande foram os outros municípios contemplados pelo programa na Zona Sul. A iniciativa será implementada nos próximos dias.

O prefeito Flavinho Vieira (PP) destacou a importância da chegada do programa ao município, especialmente no contexto atual. Segundo o chefe do Executivo Municipal, a iniciativa representa uma oportunidade concreta de transformar realidades, atuando de forma articulada com os serviços já ofertados pela rede de assistência social local. “Em Cerrito, estamos preparados para aplicar essa política com responsabilidade e humanidade, fazendo dela um ponto de virada na vida de muitas famílias”, afirmou.

O programa
Com investimento superior a R$ 120 milhões, provenientes do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), o programa atenderá cerca de 10 mil famílias em 92 municípios gaúchos, com base nos critérios do Índice de Vulnerabilidade das Famílias do Rio Grande do Sul (IVF/RS) e do Programa RS Seguro. O foco será oferecer um acompanhamento próximo, constante e humanizado às famílias em situação de maior vulnerabilidade, por meio da atuação dos Agentes de Desenvolvimento da Família (ADFs) – profissionais especialmente capacitados para coordenar esforços intersetoriais e construir, junto aos beneficiários, planos de emancipação social.

Cada agente será responsável por acompanhar um grupo de famílias, elaborando estratégias conjuntas para ampliar o acesso a direitos, estimular a inclusão socioprodutiva e promover a superação gradual do ciclo de pobreza. Essa metodologia busca não apenas oferecer assistência imediata, mas criar condições reais para o desenvolvimento da autonomia familiar a médio e longo prazo.

O programa também prevê, mediante aprovação de lei, a transferência direta de renda para as famílias acompanhadas, no valor de R$ 200 por unidade familiar, com acréscimo de R$ 50 para aquelas que tenham crianças entre zero e seis anos, atendendo a uma das faixas mais sensíveis à pobreza.

O acompanhamento das famílias será feito por meio de uma plataforma digital desenvolvida pelo governo estadual, permitindo o registro padronizado das ações, o monitoramento dos avanços e a avaliação contínua dos resultados. A emancipação social será reconhecida às famílias que atenderem ao mínimo de 11 entre 15 indicadores definidos pelo programa, e cada uma poderá acompanhar seu progresso por meio de uma ferramenta lúdica elaborada em parceria com a Unesco.