Prefeito de Cerrito cobra soluções estruturais e atendimento presencial em audiência da CPI da CEEE Equatorial e RGE

Durante a reunião, Vieira expôs a grave e persistente precariedade no fornecimento de energia elétrica no município. (Foto: Celestino Garcia/JTR)

O prefeito de Cerrito, Flavinho Vieira (PP), participou da audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CEEE Equatorial e RGE, realizada na sexta-feira (3), no plenário da Câmara de Vereadores de Rio Grande. Durante a reunião, Vieira expôs a grave e persistente precariedade no fornecimento de energia elétrica no município, especialmente nas comunidades rurais. O encontro, presidido pelo deputado estadual Miguel Rossetto (PT), com relatoria do deputado Marcus Vinícius de Almeida (PP), reuniu gestores municipais das regiões Sul, Costa Doce e Campanha.

Acompanhado do vereador Mauro Guerreiro (PP), Vieira destacou que, embora haja registros pontuais de pequenas melhorias recentes, o panorama geral do fornecimento elétrico continua sendo motivo de preocupação constante, especialmente para os moradores do interior que enfrentam instabilidades frequentes e prolongadas.

O prefeito ressaltou que instabilidade no serviço prejudica principalmente a cadeia produtiva rural, afetando o armazenamento, a irrigação e o transporte de produtos agrícolas – pilares fundamentais da economia local. “A recorrente oscilação e interrupção no fornecimento de energia compromete a renda de pequenos produtores, impactando o sustento de muitas famílias. A situação é insustentável para quem depende do campo para viver”, afirmou.

Além das críticas à qualidade do serviço prestado, Vieira salientou a ausência de um ponto de atendimento presencial da CEEE Equatorial no município dificulta o registro ágil de ocorrências e agrava a precariedade dos serviços. “É inadmissível que em pleno 2025, em uma região produtiva e populosa como a nossa, as famílias ainda precisem depender exclusivamente de centrais telefônicas ou atendimento digital para relatar quedas, apagões e danos estruturais. A presença física de um ponto de atendimento é fundamental para garantir dignidade no tratamento ao consumidor”, defendeu.

Durante os debates, o presidente da CPI solicitou a entrega de documentos oficiais que possam embasar as investigações da comissão e fortalecer a responsabilização das empresas. Rossetto chamou atenção para os dados técnicos que endossa as críticas citando os índices que medem a qualidade do serviço – Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) – não atingiram padrões mínimos aceitáveis em nenhum dos últimos anos analisados. Os depoimentos completos da audiência estão disponíveis nas plataformas da TV Câmara Rio Grande.