A 31ª edição da Feira Nacional do Doce confirmou mais uma vez que a Fenadoce é nossa maior feira, evento ou como queiram definir.
Os números ratificam esta afirmação. No entanto, a Fenadoce vai além dos predicados e resultados, uma vez que serve como campo de pesquisa e análise sobre a produção na pequena propriedade.
Quando se fala em pequena propriedade, logo vem na mente a Agricultura Familiar. Por conseguinte, vamos falar do espaço reservado a estes pequenos produtores na Fenadoce, denominado “Pavilhão da Agricultura Familiar”.
Antes de tudo, a coluna quer parabenizar a EMATER, na pessoa do gerente regional Ronaldo Maciel, elogiado de forma unânime por todos os expositores.
FENADOCE QUE PRODUZ SATISFAÇÃO
O Pavilhão da Agricultura Familiar contou com 80 agroindústrias. Desse total, 15 são empreendimentos pelotenses e, dentre esses 15, dois ou mais estrearam nesse espaço.
O pavilhão comercializou R$2,2 milhões em produtos cultivados e comercializados in natura, manufaturados ou industrializados na pequena propriedade, onde 100% desses produtos vão para a mesa da população brasileira.
FENADOCE QUE PRODUZ REFLEXÃO
O Pavilhão da Agricultura Familiar é uma grande biblioteca. Armazena saberes, histórias de vida, de família e trabalho. Contudo, alguns destes livros vivos, que são as pessoas, sofrem com uma espécie de “autoconstrangimento”, sentimento que não lhes permite contar integralmente e com orgulho suas histórias de vida e de trabalho por receio.
Receio do julgamento de homens e mulheres, que compram os deliciosos produtos e saem felizes da vida – desde que não fiquem sabendo que estas pessoas e estes produtos deliciosos, que geram a satisfação e realização da compra, são oriundos de assentamentos, são produzidos por assentados da reforma agrária. Apesar do estigma, estes são exemplos do que também dá certo neste país: trazem no sabor a história, a vivência e a experiência da mão que faz.
O sabor interessa mais a quem apenas quer comprar.
O sabor, o modo de produção e a história de quem vende, agrega ao produto uma história.
Um produto com história alimenta o corpo, o intelecto e a alma.
MEU VIZINHO
A melhor semente que plantamos no decorrer de nossa existência são amigos, quando os amigos são vizinhos a vida vira festa.
Meu amigo Airton Krolow, nascido no Morro Redondo, militar da reserva, trombonista da Banda Farroupilha e popularmente conhecido como Fristick, ontem, 7 de agosto, entrou no estúdio da Rádio Tupanci, durante o programa Hora Marcada, tocando em seu trombone o “Parabéns a Você”. O motivo foi comemorar meu aniversário, confesso que fiquei emocionado. A cena está no YouTube e no Facebook da Rádio Tupanci.
Além de amigo, o Fristick é meu vizinho, pois faz aniversário hoje, 8 de agosto. Como não sei tocar trombone, vou homenageá-lo aqui no JTR, assim, no futuro, nossos netos poderão manusear o jornal amarelado pelo tempo e visualizar a proeza que uma sólida amizade é capaz de fazer.
Feliz aniversário meu amigo, irmão e vizinho de aniversário, Airton Krolow, Fristick.





