Um ano e meio após o plantio de mudas da Pitaya em sua propriedade, na localidade Brasil para Cristo, o produtor Alisson Knuth aprovou a experiência e as conclusões são as melhores possíveis. “Apesar de ter colhido pouco, uns 30 quilos mais ou menos, eu diria que a cultura está aprovada e se adapta à pequena propriedade e ao pouco espaço de terra”, diz o produtor.
A lavoura foi implantada em outubro de 2018, com ajuda financeira da família e mudas adquiridas da empresa Pitaya do Brasil. Ele e a esposa Mirela Cafuman conseguiram implantar 720 mudas, que em outubro do ano passado deram os primeiros frutos. O investimento total chegou a R$ 20 mil. “Como se trata de uma atividade nova, as exigências para um financiamento bancário são grandes e eu não consegui um fiador”, diz.
Knuth conta que a propriedade está localizada em um cerro, onde há muita pedra e não há disponibilidade de água para irrigação e estava difícil de encontrar uma cultura que se adaptasse, até que ouviu falar de um grupo de 20 produtores que estava se organizando para iniciar a atividade e resolveu participar. “É minha primeira experiência como produtor e a pitaya está se adaptando bem por se tratar de uma planta que não exige muita água”, afirma.
No total, Knuth cultiva 12 variedades, algumas delas, espécies raras. Mas a maior quantidade de plantas são da variedade de polpa branca. O produtor possui ainda a de polpa roxa e a amarela colombiana. Ele espera uma maior produção a partir da próxima safra, que tem início em dezembro, quando as plantas começam a florescer e as frutas se desenvolvem entre janeiro e abril.
Originária da América Central e México, a Pitaya se desenvolve de espécies de cactos e significa fruta escamosa, também chamada de fruta-dragão. Existem três espécies, todas muito comercializadas pelos seus frutos, que lhes dão os nomes: a pitaya-branca (rosa por fora e branca por dentro), a pitaya-amarela (amarela por fora e branca por dentro) e a pitaya-vermelha (avermelhada por dentro e por fora). Como a planta só floresce pela noite (com grandes flores brancas), suas flores são algumas das várias plantas chamadas de “flor da noite”.
Em Arroio do Padre, 20 produtores se dedicam à implantação da cultura em suas propriedades, quatro deles com destaque. Trata-se de uma alternativa de renda, já que a fruta está em alta, o que pode assegurar novos mercados.




