Com o objetivo de aproximar técnicos e agricultores em um formato mais participativo e prático, a Emater/RS-Ascar de Pelotas promoveu, em parceria com a Associação de Produtores de Pêssego, uma série de encontros com foco no cultivo da fruta. Intituladas “Roda de Conversa sobre Pêssego”, as reuniões ocorreram diretamente nos pomares, em cinco propriedades diferentes e reuniram, ao todo, 63 produtores.
A iniciativa representa uma mudança em relação ao formato tradicional de palestras, adotando uma proposta mais interativa e informal. “Nosso objetivo foi criar pequenos grupos de discussão, com troca de experiências e esclarecimento de dúvidas em tempo real. O resultado foi muito positivo, com retorno bastante favorável dos produtores”, afirmou Rodrigo Prestes, chefe do escritório municipal da Emater/Ascar Pelotas.
Entre os temas debatidos nas rodas de conversa estiveram o manejo da adubação, o tratamento de inverno e a implantação de novos pomares — assuntos especialmente relevantes neste período do ciclo produtivo. A escolha por cinco locais distintos buscou facilitar o acesso e atrair maior participação, o que se confirmou com o envolvimento expressivo dos agricultores.
A cultura do pêssego é historicamente significativa para o município de Pelotas, onde predomina na agricultura familiar. A área cultivada chega a 3.095 hectares, com uma produção anual estimada em 37,1 mil toneladas da fruta. Atualmente, cerca de 140 produtores de pêssego são atendidos pela Emater/RS-Ascar no município.
A ação ocorre em um momento especial para a instituição, que celebrou, em 2 de junho de 2025, seus 70 anos de atuação. Pelotas foi uma das cidades pioneiras na fundação da Emater/RS-Ascar, e a assistência técnica à cultura do pêssego é acompanhada desde então.
Apesar da tradição, os desafios enfrentados pelos produtores — como as mudanças climáticas, as exigências do mercado e o avanço das tecnologias — tornam constante a necessidade de atualização técnica. Por isso, o modelo das rodas de conversa deve ser ampliado para outras culturas. “A experiência com o pêssego mostrou que esse formato funciona, e já pensamos em replicá-lo em outras cadeias produtivas”, destacou Prestes.




