Jaguarão: Lançado projeto que restaura o forro de estuque da Igreja Imaculada Conceição

Primeiro passo foi a colocação de andaimes e estruturas que permitam o acesso ao forro e seus ornamentos. (Foto: Divulgação)

Uma missa, realizada na manhã de domingo (15), marcou o início de mais uma etapa do restauro da Igreja Imaculada Conceição. Após a celebração comandada pelo pároco Danilo Silveira Porto, o público acompanhou uma visita guiada pelo interior da igreja, conduzida pela arquiteta Simone Neutzling, da empresa Perene Patrimônio Cultural, responsável pelo projeto.

De acordo com Simone o uso do estuque, presente em tantos prédios históricos, tem diversas finalidades. “Internamente, na execução de forros planos e em relevo e na construção de paredes divisórias de ambientes. Externamente, como elemento decorativo na ornamentação das fachadas. Tem uma função estrutural e representa de maneira muito potente o saber-fazer artesanal”, destacou.

A arquiteta explica que o estuque é um tipo de argamassa à base de cal, aplicada sobre ripas de madeira e que o propósito desta etapa do trabalho é restaurar esta antiga técnica construtiva, preservando ao máximo os materiais e elementos decorativos originais.

O projeto de restauro
A igreja idealizada por Minervina Corrêa e inaugurada em 1913 se destaca na paisagem local e integra o conjunto histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) no município.

O projeto de restauração do templo tem investimento de R$ 1,2 milhão, viabilizado com recursos do Pró-Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

No ano passado foi realizada a restauração da cobertura do templo, incluindo o salvamento das estruturas de madeira, com as telhas originais, e agregada uma chapa de subcobertura para garantia de preservação do prédio. Desde abril as equipes coordenadas pela arquiteta atuam na preparação do espaço para execução da nova etapa de trabalhos. O primeiro passo foi a colocação de andaimes e estruturas que permitam o acesso ao forro e seus ornamentos

Participação da comunidade
Ao longo das obras, acontecem as ações de educação patrimonial buscando fortalecer a relação de pertencimento da comunidade. No último fim de semana, a equipe da Alma Patrimônio, formada pela antropóloga Liza Bilhalva e a arqueóloga Marta Bonow, conduziu ações com grupos de catequese. Os jovens foram convidados a levarem objetos que simbolizassem a memória, na sua perspectiva.

Para Eduarda Escalante dos Reis, de 11 anos, a vivência foi emocionante. Aluna do sexto ano do Ensino Fundamental, ela levou em mãos a sua foto de batismo. “Eu gostei muito de saber que eu fui batizada em um lugar que é patrimônio histórico”, relatou. O próximo encontro com a comunidade acontecerá no dia 12 de julho, no salão paroquial, com a presença da mestra em educação Suellen Medeiros, responsável pela pesquisa histórica.