BRDE com foco na tecnologia e na inovação é tema da reunião-almoço Tá na Hora

Palestra foi ministrada pelo diretor-presidente Ranolfo Vieira Júnior. (Foto: Paulo Rossi)

Mais voltado hoje para a tecnologia e a inovação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) passa por processo de transformação, dentro da sua trajetória de 64 anos, diante das exigências do novo momento econômico dos três estados do Sul do país e do próprio Brasil, disse o diretor-presidente Ranolfo Vieira Júnior, na reunião-almoço Tá na Hora, da Associação Comercial de Pelotas (ACP), desta quinta-feira (12).

Prestigiado por expressivo número de empresários e pelo prefeito Fernando Marroni (PT), o ex-governador gaúcho lembrou da criação do BRDE, que surgiu da necessidade de um banco que estimulasse o desenvolvimento do RS, de Santa Catarina e do Paraná, que volta a ocorrer neste momento em que é preciso oferecer capital para que a iniciativa privada e também o poder público possam agir.

Com 42 mil clientes, presente em 1.148 municípios dos três estados, o BRDE fechou 2024 com quase R$ 6 bilhões em contratações e R$ 500 milhões em lucro, relatou Vieira Júnior. Resultado de análise criteriosa para concessão de crédito, explicou o diretor-presidente, a inadimplência junto ao banco é de 0,89%. Com alguns de seus programas, está presente em todos os segmentos dos diferentes setores da economia gaúcha. Do total, 94% da carteira de crédito do BRDE vem da iniciativa privada.

Um expressivo número de empresários prestigiou o evento. (Foto: Paulo Rossi)

Entre as mudanças que são implementadas, a diversificação das fontes de recursos, e não apenas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tem ocorrido nos últimos anos, inclusive com os externos, como da França. No novo nicho de atuação, 82% dos contratos são alinhados aos objetivos de sustentabilidade. “É uma nova preocupação com a sustentabilidade, com este momento que estamos vivendo”, destacou Vieira Junior.

Dentro do tema proposto para a palestra, com tema “Parcerias para o futuro: o impacto do BRDE na Região Sul”, o diretor-presidente falou sobre as parcerias público-privadas (PPPs), que estão incluídas em programas do realinhamento do banco. “Pelotas tem condições de entrar”, disse, sendo necessário encaminhar projetos para análise. As PPPs são uma nova vertente e é importante saberem que está à disposição, alertou o palestrante, citando que o Escritório do BRDE em Pelotas, localizado na sala 603 do edifício Palácio do Comércio, sede da ACP.

Vieira Júnior não esqueceu de citar a enchente pela qual passou o Rio Grande do Sul há um ano, valendo-se o BRDE da experiência anterior com as que ocorreram em Santa Catarina. Para a situação gaúcha, segundo o diretor-presidente, foi feita a prorrogação dos vencimentos das dívidas dos contratos firmados, no montante de R$ 1,4 bilhão, que devem ser retomadas a partir dos próximos meses.