Meia Lã homenageará Araci de Freitas, marco do gado leiteiro em Jaguarão

A filha Iara e o neto Fabrício deram continuidade ao trabalho iniciado por Araci. (Foto: Divulgação)

Pela primeira vez na história da Meia Lã, a edição contará com uma mostra de gado leiteiro que terá como homenageada Araci de Freitas. Araci era casada com Altair Ferreira de Freitas e começou sua trajetória no tambo na década de 1950 nos Lagoões, tirando em média 1 mil litros de leite por dia de aproximadamente 20 a 30 vacas ordenhadas pela manhã e à tarde. O trabalho era realizado todo a mão, pois na época não possuía o maquinário, e o leite era distribuído em toda a cidade.

A propriedade foi dividida entre os filhos e, hoje, Iara, Adenir e os herdeiros do primogênito Enir de Freitas. Adenir continua com o tambo na mesma sede de seus pais, e o neto Fabricio de Freitas na parte que herdou do pai.

Iara passou quase toda sua vida no interior e ressalta o esforço do trabalho no campo, mas mesmo assim, o pai e a mãe trabalharam juntos para conquistar o que a família possui atualmente. “Meus pais são meu orgulho, tudo que sei, devo a eles. Eu, menina, via o esforço e a paixão dos dois pelo gado leiteiro, paixão essa que através de seus esforços nos trouxe vários prêmios em Jaguarão e Esteio”.

Emocionada, Iara agradece à diretoria do Sindicato Rural e a Emater/RS-Ascar pela homenagem. “Essa homenagem faz com que passe um filme na minha cabeça. Meus pais merecem pelo esforço e dedicação, eu herdei essa paixão deles, se tivesse como, teria até hoje o tambo de leite. Essa homenagem é muito importante e traz orgulho para minha família”.

Iara possui uma veterinária em Jaguarão há mais de 25 anos e herdou dos genitores a força para trabalhar. “Aprendi com eles a aproveitar as oportunidades da vida para crescer. Meus pais começaram do zero, trabalhando e acordando muito cedo, só os dois juntos, e sempre com a alegria no rosto”, relembrou.

Paixão que passa de geração a geração

O neto Fabrício, que é vice-presidente da Jaguarleite, diz que se criou trabalhando com o pai. “Até meus 17 anos fiquei lá fora com o pai, depois sai, trabalhei fora no Uruguai, mas com 40 anos retornei lá para a propriedade com meu pai, Enir Ferreira de Freitas, fundador da Jaguarleite. Comecei do zero, comprei três vacas e meu pai mais três, e hoje, sigo no trabalho no tambo. Essa homenagem para nós da família é muito gratificante, mostra todo o reconhecimento pelo esforço e dedicação de nossa família para manter viva a tradição dos gados leiteiros”, destacou Freitas.

Para a Meia Lã, o vice-presidente da Jaguarleite garante que serão cinco produtores com uma apresentação de 12 terneiras holandesas e três Jersey, sendo que três animais vêm da cabanha São Graciliano, que é de sua propriedade.