
Neste início de gestão, o vice-prefeito de Pedro Osório, Davi Lucas (MDB), destaca o alinhamento de ideias e objetivos que o secretariado necessita ter com o governo municipal, o que faz parte das ações defendidas desde o início por ele e o atual prefeito, Ricardo Alves (MDB). “Seguimos na nossa administração com grande parte do corpo de funcionários, secretários e diretores do governo anterior, o que gerou uma certa cobrança pela comunidade, que pedia por renovação”, afirmou.
A justificativa veio com a certeza de uma equipe comprometida e conscientes de que a renovação deve vir em forma de ideais, propósitos, atitudes, tornando este alinhamento inevitável. “Nas primeiras reuniões, deixamos isso bem claro, que estamos aqui para construir e o que mais queremos é que, lá no final dos quatro anos, estes secretários sigam os mesmos que entraram hoje”, salientou.
Lucas garantiu que o atual governo é uma continuidade do governo Moacir Otílio Alves, o Chola (MDB), e Cal Oliveira (PDT). Por isso, foi considerado importante manter a experiência dos secretários que já vinham desempenhando uma boa função na gestão anterior. “Isto nos traz segurança e experiência para dentro da administração”, assegurou.
O objetivo maior é a entrega para a comunidade, que paga para administrar o dinheiro público e atender as demandas locais. “É construir cada vez mais políticas públicas que tragam uma melhor qualidade de vida para a nossa comunidade”, reforçou.
Com uma experiência pública obtida ao longo de 16 anos trabalhando na Companhia Rio Grandense de Saneamento (Corsan) no município, sendo oito como gerente; além da bagagem adquirida no setor privado, Lucas acredita que os primeiros dias estão sendo de muitas conquistas, vitórias e engajamento. “Estamos tentando construir junto com a equipe tudo aquilo que a gente se comprometeu durante a campanha com nossos munícipes: colocar em prática o que se defendia, achava que era correto, como teria que agir, como que nossos colegas, principalmente secretários, diretores teriam que conduzir a gestão”, disse. Segundo ele, uma gestão não se faz só entre o prefeito e o vice, é preciso o apoio, interação, todos com o mesmo objetivo, em todos os setores e secretarias.
“A construção do nosso plano de trabalho será baseado na demanda coletada na ponta, no bairro, no interior, independente de setor, porque são os cidadãos que sabem o que precisa no seu bairro e cidade, o que vai lhes trazer melhores condições de vida”, acrescentou.
No entanto, há questões que são inegociáveis, como a transparência com o dinheiro público, dedicação, entrega e comprometimento com o que se está assumindo, empatia na hora de tomar qualquer decisão e, claro, o respeito com cada integrante da comunidade.
Para o vice-prefeito, estes primeiros dias estão sendo intensos, desafiadores, mas com muitas conquistas. “Estamos conseguindo mostrar para a comunidade de Pedro Osório e fora do município na maneira como estamos agindo, que é de não ficar no escritório sentado tomando decisões, o que também é importante, mas indo lá na ponta, fiscalizando e tentando contribuir, ajudar, dar uma opinião e escutar do próprio funcionário, o que seria melhor para executar aquele serviço”, disse. Lucas assegura que a atual administração não será apenas técnica, dentro da Prefeitura, mas também atuará na ponta, no operacional fora do Paço Municipal.
De acordo com o gestor, essa interação com entidades e parceiros, como Santa Casa, Câmara de Vereadores, Unidade Básica de Saúde (UBS), secretarias de Assistência Social e Planejamento, será uma constante dentro do governo. “Não é apenas agora, no começo, é uma meta de governo ter essa proximidade com todas as entidades para construir nossa administração”, garantiu Lucas.
Expofesta da Melancia
Já no início da administração, os gestores enfrentam um grande desafio, que é a realização da 22ª Expofesta Regional da Melancia e 13ª Feira Regional da Agricultura Familiar de Pedro Osório, realizada neste fim de semana, no Parque do Sindicato Rural, uma das principais festas para a comunidade local e regional.
“A Festa da Melancia é um desafio e vemos no nosso entorno, não só em Pedro Osório, o desgaste que ocorre em eventos grandes, com perda da força”, disse o vice-prefeito. “A administração tem que tomar novas atitudes, tentar renovar de uma maneira que se torne atrativa e continue”, completou.
Por ser um dos pilares do município, os recursos para a Festa são basicamente dos cofres públicos. Parcerias e patrocínios estão cada vez mais raros, mas a qualidade vem sendo mantida a partir da redução de gastos e a busca da inovação. Para 2026, a Prefeitura, através da Secretaria da Cultura, Desporto e Turismo, está incumbida de buscar habilitação às leis de Incentivo à Cultura. “A Festa é importantíssima, vamos tentar fazê-la da melhor maneira possível e um sonho é torná-la o mais popular possível, com ingressos mais baratos, para não deixar ninguém de fora da diversão”, destacou.
Outra tentativa é a reativação do Conselho Municipal de Desenvolvimento (Comude), que durante muito tempo foi o responsável pela execução do evento. “A ideia é englobar dentro deste conselho todos os órgãos, entidades, pessoas que já têm a experiência e que possam nos ajudar no futuro”, finalizou.



