
Recebido pela direção e por associados do Centro das Indústrias de Pelotas (Cipel), no final da tarde de segunda-feira (3), o titular da 18ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (DPRI), delegado Márcio Steffens, abordou recentes casos de assaltos a empresas em Pelotas e Capão do Leão, diante do questionamento sobre a insegurança que a indústria e o comércio enfrentam. O roubo de fios foi a principal motivação dos delitos, com grupos já identificados e três integrantes já presos. Segundo Steffens, outro suspeito considerado líder da quadrilha permanece foragido, mas está sendo procurado. São grupos de fora de Pelotas que planejam os assaltos, com compradores certos também de outras cidades da Grande Porto Alegre.
Sobre um caminho para aumentar a segurança na cidade, os industriais questionaram a existência de câmeras de vigilância em número suficiente. Conforme o delegado, “o sistema é bem bom, mas é preciso ampliar. Nos próximos meses, ocorrerá o cercamento da cidade com câmeras. É um projeto do governo do Estado”. Uma novidade que surpreende a todos, de acordo com Steffens, é o uso atual de drones por assaltantes para vigiar as áreas rurais, também bastante visadas pelos assaltantes.
Um dos casos de maior repercussão foi o assalto à Arrozeira Pelotas, mas também preocupam os empresários aqueles mais frequentes em estabelecimentos comerciais. No entanto, Steffens mostrou em números que são menos assaltos em estabelecimentos comerciais: em 2024, foram 57, enquanto em 2023, chegaram a 160. Os dados são do governo do Estado, que apontam números bem parecidos em cidades como Santa Maria, Caxias do Sul e Canoas. Indagado pelo presidente do Cipel, Augusto Vaniel, Steffens disse que considera Pelotas uma cidade segura para a instalação de uma empresa. “Há 10 anos, ficaria na dúvida. Hoje, conseguimos entregar um trabalho maior”, avaliou o delegado.



