Bem-vindo 2025

Quero um ano de colheitas. E colheita é feita de braços estendidos que buscam o fruto e o recolhem no aconchego do regaço.

Será o ano de entrelaçamentos, de reconciliações, de acolhimentos.

Vou abraçar toda a oportunidade com força e com vontade, e cada dissabor com energia e vigor. Abraçar a “gregos e troianos”, a amigos e desconhecidos, a afetos e malquerenças.

Estou avisando, a minha meta é o abraço. Abraço que foi deixado para depois. Abraço contrariado.  Abraço desajeitado.  Abraço interrompido. Abraço demorado. Abraço longo. Abraço forte. Abraço terno. Abraço apaixonado. Vou resgatar todos eles. Porém, como toda regra tem exceção, descarto os abraços de despedida.  Eles doem muito na carne e no espírito, e quero ser poupada.  Desejo cicatrizes de ternura em abraços de encontro, de reconhecimento, de aceitação. Inclusive, vou decretar prioridade para a compreensão.

A vida quer ser abraçada com a ternura que ficou escondida no baú do medo. Aquele medo de ser rejeitada, de sofrer decepção, de bater em porta errada.

Impossível guardar o tesouro do abraço em caixas ou compartimentos internos. Ficar só na vontade é coisa de quem vive pela metade. Vou encarar o abraço, inteira, sem fracionar a espontaneidade.

Já enlacei o novo ano de 2025 pela cintura e comecei a dançar abraçada ao som da melodia composta pelo tempo.

Abraço a todos os que cruzaram os meus caminhos momentaneamente, aos que o cruzam cotidianamente e aos que o cruzarão futuramente.

Estreito em meus braços o sonho de encurtar distâncias. Abro os braços para a possibilidade de fazer novos amigos. Estendo os braços para alongar o espaço que me separa de todas as emoções que quero sentir.

E, melhor do que tudo, abraço a ti, que me lês e me fazes sentir o teu abraço também.

Feliz 2025!