*Com informações da Assessoria de Imprensa
A Livraria Mundial, localizada na rua Quinze de Novembro, nº 564, em Pelotas, será palco, no dia 19 de dezembro, do lançamento dos 19º e 20º livros do advogado e autor Vilson Farias. A ocasião celebra os 30 anos de Banca de Advocacia, dirigida por Farias, e contará com uma sessão de autógrafos aberta a clientes, amigos e à comunidade.
O 19º livro, intitulado “Direito Penal Contemporâneo”, é uma coletânea de artigos em homenagem aos 40 anos da nova parte geral do Código Penal. Com 20 contribuições de 30 juristas renomados, a obra aborda temas relevantes da área penal atual, sendo organizada por Michael Schneider Flach e apresentada pelos promotores de Justiça João Ricardo Santos Tavares e Flach. O livro é patrocinado pela Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP-RS) e inclui um artigo de Farias que discute os crimes raciais no Brasil.
O 20º livro, “Ações Afirmativas e Crimes Raciais”, é dividido em oito capítulos que exploram a história dos crimes raciais no Brasil e a legislação pertinente, além de discutir o impacto das ações afirmativas, como as cotas raciais. Farias relata sua experiência prática em casos de racismo, como intervenções em cidades como Cristal e Canguçu. A apresentação desta obra fica a cargo de Thiago Seidel, advogado da Banca de Advocacia de Farias.
Com mais de 300 páginas, “Ações Afirmativas e Crimes Raciais” é o quarto livro de Farias sobre o tema, que já incluiu publicações anteriores sobre racismo no contexto do Direito Criminal e Sociologia. O autor destaca a necessidade de ações afirmativas para combater a desigualdade racial e resgata a evolução legislativa relacionada ao racismo no Brasil.
Farias não hesita em abordar questões polêmicas, como a necessidade de cotas raciais e comissões de heteroidentificação, ressaltando que a verdadeira igualdade no Brasil ainda é um desafio. Em suas reflexões, ele menciona a importância da educação na luta pela igualdade racial e a relevância da Constituição de 1988 em garantir direitos que, junto a conquistas econômicas, podem transformar a realidade social.
Em suas conclusões, Farias enfatiza que a sociedade brasileira, historicamente marcada por desigualdades, ainda enfrenta um longo caminho para desmantelar estruturas de discriminação. Ele menciona figuras históricas como Joaquim Nabuco e José Bonifácio, que já alertavam para a necessidade de medidas complementares à abolição da escravidão, e critica a marginalização dos ex-escravos no mercado de trabalho.




