
O Rio Grande do Sul concentra mais da metade da produção de tabaco do país, caracterizada pelo cultivo em pequenas propriedades, conforme o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco). Um dos municípios gaúchos que tem impacto direto na produção é São Lourenço do Sul, que conta atualmente com 5.651 estufas para secagem do tabaco.
De acordo com o coordenador do Sistema Mutualista da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Geber Conrad Ehlert, na safra 2018/2019 foram cultivados 8,5 mil hectares de tabaco na cidade lourenciana com 4,1 mil produtores. Diante disso, houve a produção de aproximadamente 19,2 mil toneladas, com preço médio de R$ 9,42 por quilo, chegando a mais de R$ 181 milhões.
Neste ano, o excesso de chuva no mês de outubro e, principalmente, a estiagem dos últimos meses proporcionaram uma redução de 20% da produtividade em relação a uma safra normal no município. Sendo assim, a estimativa de colheita é, no máximo, 15 mil toneladas, considerada bem abaixo em relação ao ano anterior.
“Atualmente, estamos com 65% do tabaco colhido”, afirma Ehlert, ressaltando que o valor equivalente da safra 2019/2020 é R$ 141 milhões, o que resulta em uma quebra de R$ 40 milhões para a economia local.



