Um pórtico centenário e uma bela arquitetura, hoje, sem a utilidade para a qual foi criado. Se resume a isso a entrada lateral/fundos do Cemitério São Francisco de Paula pela rua Bernardo José de Souza. Muitos não o conheceram, outros passavam pelo local e não o percebiam, e ninguém se voluntariou para fazer ou custear sua reforma.
Sendo assim, a coluna vai apresentá-lo, em fotografias, é claro, e narrar os fatos aos leitores do Jornal Tradição Regional e, sobretudo, da coluna Ponto e Vírgula que conhecem a prática do jornalismo opinativo neste espaço, para isso, fomos buscar a versão da Santa Casa sobre a demolição do pórtico.
A administração do cemitério informou a Santa Casa sobre o risco de desabamento do pórtico. O diretor Cláudio Mortágua, responsável pelo departamento de obras do hospital foi até o local acompanhado da equipe de engenheiros e constataram o risco de desabamento, sobretudo, porque o local tem sido usado por pessoas que fazem Oferendas religiosas. Imaginem cair sobre as pessoas.
Depois de constatar o risco de desabamento, a equipe de obras da Santa Casa escorou o pórtico com escoras de madeira, mas, pasmem amigo(as) leitores, as escoras foram roubadas na primeira noite.
Ciente da possibilidade de desabamento, Mortágua fez contato com a SECULT, e foi atendido pela servidora Aliciane Almeida que atua na área de patrimônio da Secretaria de Cultura, informou a situação e questionou sobre alguma proteção legal que porventura o pórtico pudesse estar cadastrado e amparado por lei.
A servidora informou que o pórtico não é inventariado, nem tombado, não é protegido por lei. No entanto, Aliciane deu sua opinião pessoal, pela composição formal da arquitetura do pórtico, sugerindo pensar na possibilidade de restauro. Foi apenas uma sugestão!
Após a conversa na SECULT, a administração da Santa Casa pensou na possibilidade sugerida por Aliciane, no entanto ao se deparar com o valor de R$ 168 mil reais, o restauro tornou-se inviável, pois o hospital tem mais de R$ 1 milhão de déficit mensal e luta para pagar salários e comprar medicamentos.
Não restando outra alternativa, antes que desabasse sobre alguém, o pórtico foi demolido e antes que outras versões surjam nas redes sociais, a coluna foi buscar as informações sobre o que realmente aconteceu.




