São Lourenço do Sul é o quarto maior produtor de tabaco do país

No município, tabaco movimentou mais de R$ 300 milhões, com produção de 16.374 toneladas. (Foto: Catarine Thiel/JTR)

Andando pelas estradas da zona rural de São Lourenço é possível ver a força do tabaco no município. As lavouras de fumo e as estufas se espalham pela colônia. Segundo dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (AFUBRA) na safra 2022/2023 foram mais de 3,6 mil produtores envolvidos com a cultura e 5.544 estufas trabalhando para a secagem das folhas. De acordo com o prefeito Rudinei Harter (PDT), mais de 50% da produção agrícola do município é destinada ao cultivo do tabaco.

Segundo o coordenador do Sistema Mutualista da Afubra, Geber Ehlert, a fumicultura tem grande importância para o município pois é a melhor alternativa para a pequena e média propriedade devido ao valor da produção em pequena área. “São Lourenço do Sul é o quarto maior produtor de tabaco do Brasil. Essa produção gera renda aos produtores e movimenta a economia do município, com grande influência em diversos segmentos econômicos, tanto na área rural como na área urbana”, explica Geber.

O cultivo do tabaco se destaca como uma fonte significativa de renda para os agricultores de São Lourenço do Sul. A cultura é conhecida por proporcionar retornos financeiros atrativos, contribuindo para a estabilidade econômica das famílias que dependem da agricultura como principal meio de subsistência. Na safra de 2022/2023 a venda do tabaco movimentou mais de R$ 300 milhões no município, segundo dados da Afubra. Na safra foram colhidas 16.374 toneladas de tabaco.

Isso movimenta toda a cadeia econômica, e tem os seus reflexos sentidos no comércio. Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial/Câmara dos Dirigentes Lojistas (ACI/CDL) de São Lourenço do Sul, Cristiano Altenburg, é possível observar a transformação na qualidade de vida das famílias, com moradias novas e confortáveis, máquinas, galpões, veículos, além das festas, entretenimento, lazer, mas sem deixar de lado o cuidado com o meio ambiente. Estas aquisições movimentm a economia, gerando empregos e renda para muitas pessoas no interior e na cidade. “Portanto é importante que as políticas públicas não interfiram de forma negativa em prejuízo a estas culturas”, afirma.

O prefeito ressalta o retorno que o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) proporciona às famílias produtoras através de projetos educacionais como o Crescer Legal, que desenvolve iniciativas de empreendedorismo com renda para os jovens filhos de produtores.

Além disso, o constante aprimoramento de técnicas de cultivo e o desenvolvimento de variedades mais resistentes e produtivas são áreas em que os produtores locais têm investido, visando a sustentabilidade a longo prazo do setor. “O equilíbrio entre a importância econômica do tabaco e a necessidade de diversificação agrícola é crucial para garantir um futuro sustentável para o município”, explica Rudinei.