
A olivicultura regional foi novamente premiada. No dia 13 de setembro, o azeite Capolivo, da Fazenda Tarumã da Boa Vista, em Canguçu, conquistou o primeiro lugar na categoria monovarietal do Prêmio Brasil Artesanal de Azeite.
A premiação é promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFSPA), com intuito de incentivar e promover o mercado de azeites de oliva extra-virgem brasileiros.
O evento foi dividido em duas categorias: blend, quando mais de uma azeitona é utilizada na produção e monovarietal, com apenas um cultivar de azeitona. O concurso selecionou cinco vencedores em cada uma das categorias. O produto canguçuense superou 58 amostras, com a variedade espanhola Arbequina.

entre avaliação do júri técnico, história e júri popular. (Foto: Divulgação)
Carolina Capoani, uma das proprietárias da empresa, ressalta a importância que o reconhecimento da CNA tem, não apenas para sua família, mas para a produção da olivicultura brasileira como um todo. “A CNA é a maior representante dos produtores rurais brasileiros perante o Congresso Nacional. Sendo assim, é de suma importância que este concurso que já era realizado para outras culturas, agora promova visibilidade e reconhecimento aos azeites brasileiros. Acreditamos que através dos eventos que a CNA promove, levaremos conhecimento e oportunidade de bons azeites nacionais serem reconhecidos em todo o território,” disse.
A empresária destacou ainda a trajetória familiar, com família de origem italiana e como ela influencia na qualidade do azeite produzido. “Para nós, conquistar o primeiro lugar neste concurso é a certeza que estamos no caminho certo, produzir um azeite de altíssima qualidade com o empenho da família toda é gratificante”.
Ela afirma que todos os concursos que a empresa participa levam em consideração somente o júri técnico. Neste, ela destaca que 40% do peso da nota foi de profissionais renomados, enquanto 10% da história e 50% do júri popular. Ela recorda ainda que tudo começou há 13 anos, quando o avô acreditou e investiu em uma cultura que, até então, era nova.



