Crenças limitantes

Otávio Avendano é Psicanalista, hipnoterapeuta e neurocientista do comportamento humano. (Foto: Arquivo Pessoal)

As crenças limitantes impedem alguém de viver plenamente e aproveitar as inúmeras oportunidades que aparecem. São interpretações negativas construídas na infância, após um evento traumático ou a partir de interações com grupos específicos.

Elas são prejudiciais porque fazem você acreditar em coisas que nem sempre refletem a realidade do mundo e do seu próprio cotidiano. Nos piores cenários, quando estão completamente enraizadas, podem levar uma pessoa a reforçar pensamentos ruins e a agir com base em concepções deturpadas.

Quem cresceu ouvindo que dinheiro corrompe e não traz felicidade, por exemplo, tem grande risco de viver a vida pensando que todos os assuntos relacionados a finanças são ruins. Dessa forma, pode sabotar qualquer chance de crescimento pessoal e profissional a partir de ganhos monetários.

Ninguém está livre de apresentar uma crença limitante. Existem várias delas, e cada pessoa tende a ter diferentes tipos ao longo da vida. O importante é ter noção de que elas fazem parte do desenvolvimento humano, e – assim como muitas qualidades – podem ser trabalhadas.

Muitas emoções complicadas surgem a partir das crenças limitantes. Exemplos incluem medo, vergonha, tristeza e falta de esperança em um futuro melhor.

Isso afeta a saúde mental, dificultando as relações com outras pessoas e deturpando a imagem que você tem do próprio perfil.

Às vezes, pode ser difícil identificar um sentimento que limita os avanços em diferentes fases da vida. Ao perceber uma sensação como essa, muita gente nem sabe ao certo o que é.

As crenças limitantes têm inúmeras origens, podendo ser hereditárias, sociais, pessoais e até religiosas. Logo, não dá para culpar apenas um fator pelo problema.

Boa parte dessas crenças são desenvolvidas quando somos pequenos, durante o convívio intenso e próximo com os nossos familiares. Isso explica por que tantas pessoas têm dificuldade em abandonar hábitos criados ainda na infância, mesmo aqueles que foram observados como nocivos.

Ao nascer, uma pessoa é como uma página em branco, pronta para receber estímulos de diversas fontes. Começa com os pais e os médicos responsáveis pelos cuidados com a criança, além dos parentes. Aos poucos, esse processo passa a envolver outros grupos: colegas e professores da escola, amigos do bairro, chefes e parceiros de trabalho, entre outros perfis.

Todas essas interações com pessoas e com o mundo ao nosso redor contribuem para o desenvolvimento de crenças específicas. Vale dizer que nem todas são ruins, visto que funcionam para a adaptação da vida em sociedade. O problema é quando determinados pensamentos passam a sabotar nossos planos e ações.

Uma vez limitado, você pode achar que:
– não é merecedor;
– os outros são sempre melhores;
– já é tarde para começar ou recomeçar;
– não tem tempo ou dinheiro;
– é incapaz de aguentar.

É importante identificar quais sensações negativas são recorrentes em sua vida e investigar a origem delas. As terapias ajudam bastante a desenvolver inteligência emocional para ressignificar coisas que não merecem mais tanto espaço em sua vida.

*Otávio Avendano é Psicanalista, hipnoterapeuta e neurocientista do comportamento humano.

Telefone/WhatsApp: (53) 99162.7411
Instagram: @otavioavendano