De geração em geração, Café Crochemore alia qualidade, inovação e tradição em seus produtos

Visitantes ainda podem concorrer a uma cesta especial recheada com produtos Crochemore, que também estão à venda. (Foto: Stéfane Costa/JTR)

Em mais uma Feira Nacional do Doce, os Doces Crochemore estão presentes com seu tradicional café colonial e variedades produzidas pelas agroindústrias da família. São diversas opções de queijos, salames, bolachas, pães, bolos e muitos mais. E além de sair satisfeito, o cliente que optar pelo café colonial ainda concorre a uma cesta especial recheada com produtos Crochemore.

Toda essa tradição e qualidade da empresa tem sido mantida por Ane e Catarine Crochemore, que hoje são as principais responsáveis pelo empreendimento. Mas elas nem sempre estiveram atuando no negócio da família. Marta Crochemore, mãe das duas, conta que elas sempre estudaram na cidade e, apenas depois de suas graduações, partiram para a produção da família. “As gurias estudaram a vida inteira na cidade, mesmo nós morando para fora, eu levava e trazia, elas se criaram lá fora, mas quase nem entravam na fábrica, nisso elas estudaram. A Ane é doutora em Biotecnologia, fez tudo que tinha que fazer e voltou, a Catarine é enfermeira, morou em Porto Alegre e voltou pra cá pra trabalhar, me orgulharam sem saber o que iriam realmente fazer”, relata emocionada.

Apesar de não ter sido uma decisão fácil, Ane deixa claro que é extremamente recompensador, simplesmente por estar em seu lar, com sua família. “Eu me sinto muito grata de ter feito essa escolha. Não é uma escolha fácil, trabalhar com família é bom, mas também não é fácil. Estou feliz por a gente estar dando segmento para um produto, uma agroindústria que leva o nosso sobrenome, conhecendo a luta inicial da vó e do vô, do pai, do meu tio, de todos os envolvidos”, garante.

E por falar em lar, diante desta palavra as mulheres Crochemore logo pensam em um local em especial. “O lugar onde fica a fábrica, zona rural de Pelotas, 7º distrito, Vila Nova, é um lugar encantado para nós. Eu não consigo imaginar viver longe daquele lugar, é um lugar que traz muita paz, traz aconchego, traz complicações como o trabalho é ali, às vezes a gente não para estando lá, mas o não parar lá é diferente do que não parar em uma cidade grande, porque tu está no meio da natureza, está com as pessoas que tu gosta, então é diferente” descreve Ane.

As duas acabaram aplicando muito de suas experiências na empresa, criando novos segmentos e ramos, mas Ane garante que a influência das duas vai muito além. “O que nos move não é só o monetário, o que nos move é fazer parte de uma coisa muito maior, que é um segmento da tua família, poder dar continuidade naquilo, e tentar com êxito, trazendo coisas novas mas aprendendo com eles que ainda tão aí”, reforça.

“Eu e a minha irmã voltamos pra trabalhar com os Doces Crochemore já faz um tempo, mas com o intuito de organizar partes diferentes. Ela ficou responsável pela agroindústria dos panificados, eu fiquei responsável pela agroindústria dos laticínios e o pai (Ricardo Crochemore) ficou responsável pela agroindústria dos doces de frutas, a mãe (Marta Crochemore) segue nos orientando, nos auxiliando no resto todo”, complementa.

Café colonial dispõe de grande variedade de produtos, alguns com o sabor da colônia. (Foto: Stéfane Costa/JTR)

Mas se o amor que as irmãs têm pelos Doces Crochemore como elas percebem hoje surgiu com o tempo, a nova geração, das netas Crochemore, já vê com outros olhos a atividade da família. “Elas participam ativamente, sabem de tudo que acontece, elas veem tudo acontecer, vão na fábrica, vendem, levam pros colegas”, conta Ane.

Todo esse passar de gerações da cultura doceira na família Crochemore tem um ponto de partida. A “vó”, como chama Ane, é Wilma Crochemore, de 91 anos, uma referência do ramo em Pelotas. Para a família, como pontua Marta, Wilma “é a precursora de tudo isso, desse carinho na hora de tomar café, comer na mesa dela, é o carinho que a gente tem pelo pessoal que passa por aqui, isso passou pra nós”, disse.

O reconhecimento por todo o trabalho no ramo é também uma grande responsabilidade para os integrantes que seguem atuando e a Fenadoce é mais um importante ponto de mostra dos produtos. “Poder representar esse setor do doce colonial, do produto colonial, e a gente pode na feira vender do modo que a gente vende nas feiras livres, porque o nosso produto, a maior parte dele, é vendido nas feiras livres, e com muito orgulho a gente faz isso desde o tempo da minha avó”, diz.

Além de manter a qualidade tradicional do empreendimento, a família agora busca a inovação sustentável, oferecendo itens que podem ser reutilizados e são reaproveitados pela empresa. Neste ano, além das compotas e demais produtos caseiros comercializados nos estandes Crochemore, é possível adquirir sacolas ecológicas, junto aos produtos em vidro. Também buscando a sustentabilidade, ainda há uma sacola de saco de açúcar, feita em conjunto com uma costureira da colônia. “Uma coisa que é um resíduo que a gente gera a gente transformou em sacola”, destaca Ane.

Assim como no tema da Fenadoce deste ano, os Doces Crochemore são capazes de remeter aos doces sabores da infância, ao carinho e aconchego das casas dos avós. E quem quiser ter um pouco dessa experiência, relembrar e sentir todo o carinho e intensidade do café colonial tem um destino certo, o estande da empresa. Por R$ 70, cada cliente pode desfrutar de uma mesa repleta de quitutes que vão muito além da comida. Além disso, crianças de 8 a 14 anos pagam metade do valor, R$ 35.