Com 150 anos de história a serem completados em setembro, a Associação Comercial de Pelotas (ACP) vê na Feira Nacional do Doce uma importante vitrine para a economia do município. A observação é do presidente da entidade, advogado Fabrício Cagol.
“É um evento macro importantíssimo que dá muita visibilidade ao comércio, aos serviços e também ao turismo, setor para o qual é muito benéfica”, diz o líder empresarial, à frente da entidade que no ano do seu sesquicentenário contabiliza aproximadamente 500 associados.
Cagol afirma que, embora “festa do doce”, toda Pelotas usufrui do evento que “o Brasil inteiro conhece”. “O doce é o mote, mas tem uma gama de negócios que Pelotas pode mostrar – e nossos empreendimentos têm que estar na vitrine para amplificar mercados”, aponta.
Mas não somente os negócios ganham notoriedade na Fenadoce. Eventos e datas importantes também. Os 150 anos da ACP são um deles. Apesar de celebrado em setembro, dia 7, o sesquicentenário da entidade de classe mais antiga de Pelotas já começou. Lançada em março, a programação não para, com almoços, coquetéis, eventos de inovação e tecnologia, passeios ciclísticos e encontros de mulheres empreendedoras. Um livro de aproximadamente 200 páginas sobre a trajetória da entidade, perpassada pela história de Pelotas, será lançado em agosto.
O auge das comemorações está previsto para o mês seguinte, primeira quinzena. A comemoração inclui, entre outras atividades, atrações culturais em frente à entidade, localizada no Palácio do Comércio, na rua Sete de Setembro quase esquina 15 de Novembro – edifício entregue em 1942, juntamente com as sedes das entidades de classe homônimas em Porto Alegre, Rio Grande e Santana do Livramento. A construção foi subsidiada com recursos do governo federal da época, durante o primeiro governo do presidente Getúlio Vargas.
“Naquele mesmo ano se instalou o primeiro café da esquina da 15 com Sete de Setembro, o Café Nacional”, conta Fabrício Cagol. O ponto alto é a apresentação, já confirmada, da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa).
Base econômica
Município apoiado por uma economia que tem no setor de comércio e serviços 70% do seu Produto Interno Bruto (PIB), Pelotas atualmente começa a diversificar sua atividade econômica. Além do setor imobiliário e do agronegócio, que concentra investimentos na cidade, Cagol aponta para o surgimento de empreendimentos ligados à Saúde e à inovação e tecnologia.
Somente no Pelotas Parque Tecnológico, na avenida Domingos de Almeida, bairro Areal, Cagol lembra que estão mais de 80 empresas do setor, que empregam em torno de 200 pessoas. “Nenhum cliente é de Pelotas, reconhecida por ser uma cidade formadora de mão de obra qualificada no segmento”, salienta. O mesmo ocorre em empreendimentos como Parque Una e Quartier, onde um prédio está em execução apenas para abrigar unidades do setor.
Ele garante que a ACP está de olho neste futuro. Em 2020 a entidade criou quatro grupos específicos – um deles, com mais de 30 pessoas, voltado para a inovação. Os outros são Mulheres Empreendedoras, Jovens Empresários e Turismo. “Estas são as nossas quatro bandeiras atuais”, informa ele, que durante 12 anos foi diretor jurídico da Associação Comercial de Pelotas. Por fim, Cagol lembra que a ACP tem participação ativa e recorrente em temas importantes da cidade, sendo representada nos 15 conselhos municipais existentes.




