Turuçu estréia no Grêmio

Na certidão consta como Patrick Borges. Mas, com a bola no pé, é pelo nome do município onde cresceu que ele se tornou conhecido. Turuçu ou Turuça, como era chamado no Esporte Clube Pelotas, estreiou no dia 23 de julho no Campeonato Estadual pelo time juniores do Grêmio Porto Alegrense. A primeira partida com a camiseta tricolor foi contra o Caxias, às 15h30, no Estádio Olímpico.
O zagueiro Borges, de 17 anos, ganhou visibilidade nas categorias de base do Pelotas, nos Campeonatos Estaduais amador. Descoberto por olheiros, a partir de 2009 passou a compor a equipe profissional do áureo-cerúleo. O atleta se apresentou no dia 13 de julho ao novo clube.
Emprestado para o Grêmio, Borges deve defender a nova camisa pelo menos até junho de 2011. A expectativa da família, no entanto, é que o jovem permaneça por mais tempo em Porto Alegre. Atualmente longe dos pais, o jogador vive quase incomunicável e com uma rotina intensa de treinamento, com mais 70 atletas no alojamento da agremiação. “Eu sempre disse pra ele. Zagueiro, canhoto, técnico não existe. Ele tem todas as condições”, torce o pai do jogador, Devorni Borges.
O início
Borges morou em Turuçu, com a família, até fevereiro de 2009, ocasião em que se mudou para Pelotas para cumprir a rotina de treinamento do áureo-cerúleo.
Quase conseguiu terminar os estudos, mas as oito horas de dedicação ao clube e o ônus da locomoção entre os dois municípios deixaram a escola em segundo plano. Então com 15 anos, iniciou a carreira no time juniores do Pelotas, destacando-se nos campeonatos estaduais. Aos 16, já compunha também a equipe profissional do Lobão.
“Como todo o moleque”, diz o pai, Borges começou desde muito pequeno correndo atrás da bola, com o sonho de ser jogador de futebol. Com uma meta definida, viajar em busca de oportunidades sempre foi uma constante: aos sete anos, começou a competir pela escolinha de futebol Piazitos, de São Lourenço do Sul. Passou, na sequência, para a escolinha Mazzaropi, no mesmo município. Como atacante, destacava-se como goleador dos campeonatos estaduais. O talento sobre pernas tortas, brinca a irmã Patrícia Borges, que lhe rendiam comparações a Mané Garrincha, se manifestaria mais tarde, por acaso, na função de zagueiro. Da troca de posição, surgiriam as novas perspectivas. “Foi um baita pulo na carreira. Um time da capital, onde todo
mundo quer estar”, diz Patrícia.
Da família, sempre recebeu o incentivo. Acompanhavam-no durante as viagens para as competições. “Sempre acreditei no talento dele, e ele tá provando que eu não tava errado”, comemora Devorni.
Assessoria de Imprensa
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