SINTRAF-Sul reivindica ações para auxiliar a agricultura

Presidente Luis Weber afirma que sindicato busca defender os agricultores familiares e desenvolver a região. (Foto: Catarine Thiel)

O Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de São Lourenço do Sul e Região (SINTRAF-SUL) é uma entidade que tem por objetivo organizar os agricultores familiares da Zona Sul do estado e atender as necessidades enquanto uma categoria. Segundo o presidente do sindicato, o vereador Luis Weber, o foco é discutir junto com as demais lideranças os assuntos que abranjam mais pessoas, buscando defender os agricultores familiares e desenvolver a região.

Desvalorização do leite
São Lourenço do Sul possui uma forte bacia leiteira. A cultura pode ser encontrada em muitas propriedades, sendo a primeira ou segunda renda da família, porém a produção não está em um dos seus melhores momentos. Os produtores têm recebido cada vez menos pelo litro de leite, essa desvalorização se deve pelo aumento na quantidade de leite importado de outros países e a diminuição no consumo. Ainda, a produção tem sofrido com o aumento no custo, devido à elevação dos preços de milho e soja que são grãos essenciais para a alimentação dos animais.

Weber explica que o trabalho do SINTRAF se volta para buscar soluções para os produtores de leite. Segundo ele, uma das alternativas é diminuir a quantidade importada, valorizando a produção local, bem como negociar com o governo a compra de leite para estoque. “Muitos produtores vão parar de produzir, e isso pode elevar o custo do leite ao consumidor” comenta.

Os desafios da fumicultura
Na mesma situação do leite se encontra o tabaco. Os preços pagos aos produtores não compensam os gastos e investimentos feitos, por isso muitos produtores estão insatisfeitos com a cultura e pretendem parar ou diminuir a produção. Segundo Weber, as empresas precisam abrir e explicar a sua base de custo de produção para que seja analisada com o real custo que os produtores possuem. Além disso, ele afirma que a orientação técnica deve ser realizada de acordo com o tipo de solo de cada propriedade, buscando uma folha com a qualidade desejada pela empresa naquele ano, como por exemplo, mais fina, amarela ou grossa.

Venda de terras para estrangeiros
Está em tramitação no Congresso o Projeto de Lei (PL) nº 2.963/19, de autoria do deputado federal Irajá Abreu (PSD/TO), que regulamenta a aquisição de terras por estrangeiros em todo o território nacional, com limite de 25% da superfície dos municípios pertencentes e arrendadas a pessoas estrangeiras. Weber destaca que é totalmente contrário a este PL, e junto com outras entidades e vereadores está buscando maneiras dele não ser aprovada. “Além de não ter mais as estatais que são vendidas para estrangeiros, nossas empresas privadas também estão sendo vendidas para estrangeiros, e agora ainda querem vender terras para estrangeiros”, comenta. Ele defende que os brasileiros precisam adquirir e dominar as suas próprias terras, e assim garantir que o país possa produzir o próprio alimento.

Aumento das praças de pedágio
Outra preocupação da entidade é com a instalação de duas praças de pedágio previstas na BR-116. Weber explica que isso iria aumentar ainda mais o custo de produção, afetando diretamente na economia dos municípios. Ele cita como exemplo um caminhão que precisa levar soja de Cristal ao Porto de Rio Grande, e que gasta mais em pedágios do que em combustível, isso torna a viagem quase inviável.

Para discutir o assunto, representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) irão participar de uma sessão na Câmara de Vereadores para debater e explanar sobre o andamento da obra de duplicação da BR-116 e da instalação de novos postos de pedágio.

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