
O prefeito de São Lourenço do Sul, Zelmute Marten (PT), concedeu entrevista exclusiva ao JTR e fez um balanço referente aos 50 dias de seu mandato, completados no dia 19 de fevereiro. Segundo Marten, o balanço é muito positivo e o retorno positivo da comunidade indica que a gestão está no caminho certo.
O gestor ressaltou que o trabalho conjunto com a vice-prefeita Fernanda Bork (PT) e os demais colaboradores da Prefeitura vem sendo constante, priorizando um controle acerca do orçamento público. De acordo com o prefeito, ele recebeu o município com as finanças públicas comprometidas.
Marten destacou também o reajuste da remuneração dos funcionários. “Tivemos a aprovação por unanimidade na Câmara de Vereadores para garantir a reposição de 5% por quadro geral, a elevação do vale alimentação e a reposição de 6,27% no piso do Magistério. São conquistas importantes porque, depois de muitos anos, os servidores tiveram no seu contracheque de janeiro já estes percentuais de reposição”.
O prefeito ressaltou ainda a parceria com a Câmara de Vereadores. “Nós implementamos uma dinâmica de trabalho conjunto entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo, e isso recupera a nossa governabilidade, fortalece os laços de confiança e faz com que as conquistas para a nossa população sejam mais rápidas”.
Uma das principais pautas relacionadas ao interior do município é a condição precária das estradas. Marten apontou que as melhorias estão sendo feitas, com algumas localidades já atendidas. “Nós temos problema de pessoal, porque em São Lourenço do Sul, desde 2016, não há concurso público. E de 2016 para cá, muitas pessoas se aposentaram, outros servidores foram a óbito, então, nós temos um déficit de pessoal em todas as áreas. É uma crise estrutural que o nosso município vive. Mas mesmo assim, com a parceria dos servidores públicos municipais, que têm sido imprescindíveis e são trabalhadores muito valorosos, que merecem toda a nossa admiração e respeito, nós temos um plano de reestruturação de estradas em curso”.
Contudo, o prefeito reconhece que as necessidades do setor são superiores à capacidade de resposta do governo municipal. “Por isso, nós estamos finalizando para apresentar para a Câmara de Vereadores um projeto de parcerias público-comunitárias, porque nós vamos precisar da parceria dos nossos agricultores, das empresas do município, fazendo a sua colaboração, inclusive com a doação de cascalho, de óleo diesel, eventualmente até de maquinário, para que a gente possa prestar um serviço que seja de qualidade”, garantiu.
Marten apontou também que é preciso levar em consideração a diminuição da receita gerada pelo pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A estimativa, que estava em R$ 12 milhões, deve ter uma quebra de R$ 9 milhões em razão das isenções dos atingidos pela enchente e também da inadimplência.



