
Ser soberana de um evento vai muito além de carregar uma faixa, possui um significado cultural, que revela a identificação com as raízes, o orgulho pelo local onde se vive e, muitas vezes, uma forma de homenagear pessoas especiais. O Concurso Rainha do Colono e Rainha do Motorista da Coxilha do Barão chega, neste ano, à escolha da 58ª Rainha do Colono e da 35ª Rainha do Motorista. Uma tradição que atravessa gerações e que, a cada edição, encontra novas formas de se reinventar, sem perder sua essência.
Participar de um concurso exige das candidatas dedicação e preparação. O Concurso Rainha do Colono e Motorista conta com três etapas. A primeira é o baile de eliminatória, em que são definidas as finalistas de cada concurso. A segunda é o baile de escolha, em que de fato são escolhidas as novas soberanas. E a terceira, o anúncio do resultado, que acontece no dia da tradicional Festa do Colono e Motorista. Quem passa por todas estas etapas e se consagra soberana, tem uma missão importante pela frente: representar com orgulho o evento.
Cada uma traz consigo uma história única, marcada por laços familiares, vivências no interior, vínculos com a agricultura e o transporte, além do carinho pelas tradições que fazem da Festa do Colono e Motorista um dos eventos mais antigos da região.
Conheça as soberanas do colono:
Rainha – Pâmela Maria Heller

Aos 22 anos, Pâmela representa com orgulho a localidade de Boqueirão, no 1º Distrito, onde nasceu e cresceu. Filha de Jader e Enez Heller, ela carrega no coração o amor pelo campo e pela vida simples, marcada pelo trabalho e dedicação dos colonos. “Tudo que aprendi sobre valores e caráter, aprendi ali, no campo, de uma forma que não poderia ter acontecido em nenhum outro lugar”, afirmou.
A conexão com a agricultura está presente em toda a sua trajetória. Filha e neta de agricultores, Pâmela revive em seu reinado uma história familiar cheia de significado: sua avó também foi coroada Rainha do Colono, em 1978. Desde criança sonhava com esse momento e, ao ser chamada naquela tarde fria, viveu um dos momentos mais marcantes da vida. “Começou a melhor fase que eu poderia imaginar viver”.
Hoje, o sentimento é de gratidão: pela amizade construída com a corte e pelas memórias que levará para sempre.
Princesa – Helena Böhlke Schuenemann

Helena tem 17 anos, é filha de Adriana e Ruimar Schuenemann e, mora na localidade de Picada Moinhos – 6º Distrito. Representar os colonos é, para ela, uma missão carregada de significado. Sua família faz parte dessa classe trabalhadora que enfrenta sol, chuva e desafios diários para garantir o alimento na mesa de todos. “Tenho muito orgulho de representar esse povo batalhador. É uma forma de homenagear minhas origens e tudo o que aprendi no campo”, afirmou.
Ser princesa do Colono foi, sem dúvidas, a realização de um sonho. A experiência ao longo do reinado foi marcada por momentos únicos, encontros emocionantes e a alegria de viver tudo isso ao lado de pessoas especiais. “Vivi dias mágicos que vou guardar para sempre. As meninas da corte se tornaram amigas que levarei comigo para a vida inteira”.
Ao olhar para trás, ela reconhece com gratidão cada passo dessa caminhada. “Foi um privilégio imenso poder carregar essa faixa e representar com tanto amor quem eu sou e de onde eu venho”.
Princesa – Luana Kroll

Luana tem 16 anos e mora na localidade de Rincão dos Azevedos, no 1º Distrito. Filha de Martin Kroll e Daniela Funk, ela cresceu no meio rural e sente orgulho de suas origens. “Representar os colonos é carregar no peito o orgulho das nossas raízes, da nossa história e de um povo que construiu tudo com esforço, fé e coragem”, afirmou.
Para Luana, os colonos são a base de tudo: gente de mãos calejadas, que enfrenta sol, chuva e dificuldades sem jamais desistir. Por isso, considera ser princesa uma das maiores honras da sua vida. “Eles são gigantes, feitos de suor e coragem”. O ano como soberana foi, para ela, uma experiência transformadora.
Participar dos eventos, conhecer novas pessoas e viver cada momento ao lado da corte despertou ainda mais amor pela tradição. “Ser princesa me fez crescer. Foi uma das fases mais especiais da minha vida e que vai viver em mim pra sempre”.
Conheça as soberanas do motorista:
Rainha – Thaize Leitzke Peter

Tem 18 anos e mora na localidade de Sesmaria, no 4º Distrito, e carrega no peito o orgulho de suas raízes. Filha de Cíntia e Rui Peter, ela encontrou no reinado uma forma de homenagear seu pai, que trabalha como motorista desde a juventude. “Cresci aprendendo a admirar essa profissão tão essencial”, contou.
Para ela, representar os motoristas é reconhecer o esforço de todos aqueles que enfrentam estradas e desafios diariamente. “Tenho orgulho de homenagear não só meu pai, mas todos os motoristas que movem o país.” Ser soberana da Coxilha do Barão era um sonho antigo, agora realizado. A experiência tem sido inesquecível: momentos únicos, muitas descobertas e uma amizade verdadeira com as demais integrantes da corte. “Vivi um dos anos mais lindos da minha vida. Tudo o que o concurso me proporcionou ficará guardado para sempre no meu coração com muito carinho”.
Princesa – Liliane Schroder Zitzke

Liliane tem 25 anos, é filha de Luciane e Daniel Zitzke e mora no interior de Canguçu. Para ela, representar os motoristas é mais do que um título: é uma forma de valorizar a profissão e destacar, onde quer que vá, a importância de quem trabalha nas estradas. “Tenho muito orgulho e admiração pelos meus amigos e familiares que são motoristas. Eles são fundamentais para que o alimento chegue à mesa de todos”, afirmou.
soberana foi uma das fases mais felizes da sua vida. O reinado trouxe experiências marcantes, aprendizados e amizades que pretende levar para sempre. “Foi um ano leve, cheio de momentos especiais. O coração aperta ao pensar que está chegando ao fim, mas tenho certeza de que aproveitei cada instante”.
A dedicação foi constante e, segundo ela, o que mais tornou essa experiência única foi a união da corte. “Estivemos sempre juntas, e isso fez toda a diferença. Sentirei muitas saudades de tudo o que vivemos”.
Princesa – Tainara Roberta Kohn

Tainara tem 17 anos, é filha de Noldi Kohn e Reni Müller Hobus, e mora em São Lourenço do Sul. Representar os motoristas foi, para ela, mais do que uma honra —
foi uma missão do coração. Filha de um motorista, cresceu admirando a força e a coragem dessa profissão essencial. “São eles que movem nossa cidade, enfrentando jornadas difíceis com dedicação. Estar ali, com essa faixa no peito, foi como dar voz a todos esses guerreiros da estrada, inclusive ao meu pai, que sempre sonhou comigo com esse momento”, contou.
Viver a experiência de ser soberana foi transformador. Ao longo do ano, ela participou de eventos, conheceu pessoas especiais e representou sua comunidade com orgulho. “Foi um sonho de infância realizado. Me senti acolhida, respeitada e realizada. Foi um ano mágico, cheio de aprendizados”. Para ela, o sentimento é de gratidão. “Cada momento vivido ficará guardado no meu coração. Representar os motoristas foi um presente que levarei comigo para sempre”.



