Refinaria Riograndense comercializa lote de Bio-GPL para a Ultragaz

Produto é oriundo do teste com carga 100% renovável realizado entre fim de outubro e início de novembro, e representa nova fronteira mundial para o biorrefino. (Foto: Divulgação/Ascom Refinaria Riograndense)

A Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR) alcançou um marco histórico ao processar, pela primeira vez, 100% de óleo de soja em uma unidade de refino industrial. A tecnologia, desenvolvida no Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação (CENPES) da Petrobras, permite adotar como carga uma matéria-prima 100% renovável, com inovações de processo e catalisador, gerando produtos petroquímicos integralmente renováveis. O processamento de matéria-prima 100% renovável em nossa unidade de craqueamento catalítico fluido (FCC) é o primeiro do mundo.

Com o sucesso do teste, a RPR, localizada em Rio Grande, está preparada para a produção de insumos petroquímicos e combustíveis renováveis como GLP, combustíveis marítimos, propeno e bioaromáticos (BTX – benzeno, tolueno e xileno), usados nas indústrias da borracha sintética, nylon e PVC. Foi identificado, ainda, que os teores alcançados de concentração de BTX, empregando catalisadores, são capazes de atender aos níveis exigidos para formular gasolinas de elevado desempenho, praticamente isenta de enxofre.

O teste industrial foi realizado em novembro de 2023, quando a RPR recebeu o carregamento de duas mil toneladas de óleo de soja e realizou uma parada de manutenção para preparar a unidade de craqueamento catalítico fluido (FCC) para receber e processar a matéria-prima, conforme especificações e orientações do CENPES. A Refinaria Riograndense já possui contrato de licenciamento da tecnologia da Petrobras para produção de produtos 100% renováveis na unidade do FCC.

Parceria com a Ultragaz

Resultante do teste, a Refinaria Riograndense produziu um lote piloto de 140 toneladas de bioGLP, que foi transferido para a base da Ultragaz e está pronto para distribuição. Caso o êxito do lote pioneiro seja comprovado, a Refinaria Riograndense projeta uma capacidade de produção bastante relevante, atingindo 30 mil toneladas por ano.

O bioGLP, produzido a partir de fontes renováveis, mantém as características essenciais do GLP convencional, consolidando-se como uma alternativa mais sustentável. Este combustível inovador destaca-se por sua capacidade de fornecer energia de maneira eficiente, podendo chegar entre 70% e 80% de redução das emissões de carbono, quando comparado com outros combustíveis fósseis, como o carvão, encaixando-se nas estratégias de transição para uma matriz energética mais limpa.

Para Felipe Jorge, diretor-superintendente da RPR, a venda do bioGLP tem uma importância muito grande e atesta o sucesso dos testes de produção de renováveis na Refinaria. “A comercialização para a Ultragaz é a porta de entrada deste produto e celebra uma grande parceria entre duas empresas brasileiras e pioneiras nos seus segmentos”, destaca.

“A Ultragaz, ao demonstrar seu pioneirismo nesse movimento de bioGLP, reforça seu protagonismo como um agente relevante que contribui para que a sociedade brasileira possa fazer a transição energética de maneira eficiente e segura, visto que o GLP é essencial no dia a dia de milhões de lares e empresas”, destaca Aurelio Ferreira, diretor de Marketing e Experiência do Cliente da Ultragaz. “Seguimos alinhados ao nosso propósito de usar a energia para mudar a vida das pessoas, investindo em inovação e P&D para oferecer aos nossos clientes energias complementares que atendam às suas necessidades e contribuam com o desenvolvimento sustentável”, afirma o executivo.

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