Prefeitura tenta contornar crise do sistema de transporte coletivo em Rio Grande

Transporte coletivo em Rio Grande. (Foto: Divulgação/Arquivo Prefeitura do Rio Grande)

A situação do transporte coletivo em Rio Grande tem demandado atenção especial das equipes da Prefeitura, que trabalham para construir alternativas de manter o sistema em funcionamento sem onerar os usuários ou colocar o funcionamento das empresas em risco.

O cenário de dificuldades levou o município a se juntar a um movimento nacional, no qual prefeitos de diversas partes do Brasil tem procurado alternativas e pedido auxílio para a manutenção do sistema diante do aumento de custos, especialmente de combustível. A maior expectativa está no Projeto de Lei 4.392/2021 que trata do subsídio do Governo Federal para o transporte de pessoas acima de 65 anos. A proposta já foi aprovada pelo Senado e deverá entrar na pauta da Câmara dos Deputados ainda em março.

Enquanto o Congresso não decide sobre o projeto, visto como uma tábua de salvação do setor, a Prefeitura discute alternativas para manter o sistema funcionando, sem penalizar a população. Em dezembro as empresas defenderam em reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte aumentar a tarifa dos atuais R$ 4,35 para um valor médio de R$ 6,17. A proposta não foi aceita pela Prefeitura.

“Apesar da manifestação das empresas, na oportunidade, foi aprovado uma sugestão de possível aumento de R$ 4,35, para R$ 4,72. Este valor tem como como base o reajuste do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC. A atual dificuldade também decorre de não se ter tido aumento da tarifa em 2020 apesar do aumento de todos os custos, isso engessou ainda mais o sistema”, diz Anderson Castro, secretário municipal de Mobilidade, Acessibilidade e Segurança, Anderson Castro, (INPC).

O secretário esclarece que ainda não há uma decisão ou prazos para a adoção da nova tarifa. Ainda segundo Castro o valor de R$ 4,72 já entraria em vigor defasado, uma vez que não considera os reajustes no salário e no vale-alimentação dos funcionários das empresas e de custos como o óleo diesel e peças. Apesar disso a Prefeitura tem adiado a adoção do aumento por entender o impacto que isso terá sobre os usuários e na esperança de que o Governo Federal preste socorro aos municípios com o pagamento do subsídio.

“Estamos segurando o aumento da passagem na esperança de termos uma posição final vinda do Governo Federal em breve, mas se não tivermos esse aporte a tendência é subir a passagem, pois não temos como subsidiar, nem manter o valor no patamar atual”, declara.

MELHORIAS E CUSTO DO SISTEMA
Como parte do trabalho desenvolvido para melhorar o sistema em janeiro o Executivo definiu pela intervenção na empresa de bilhetagem eletrônica MobiCard. A decisão foi tomada diante dos atrasos nos repasses dos pagamentos para as empresas do transporte coletivo e a falta de informações claras sobre as operações realizadas.

Logo depois, no início de fevereiro, foi instituída uma comissão para analisar os custos das empresas de ônibus. Conforme o secretário os técnicos da prefeitura consideraram as despesas e retornos financeiros das empresas para chegar a um valor médio de tarifa considerado ideal para garantir a viabilidade do sistema. O levantamento feito pela Prefeitura chegou ao valor médio de R$ 5,14, isso é 20% menor do que os R$ 6,17 apresentado pelas empresas anteriormente.

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