Rio Grande: Escolinhas buscam permissão de abertura a partir deste 1º de dezembro

Foto: Divulgação

Um grupo de gestoras das Escolas Particulares de Educação Infantil esteve reunida na noite de quarta-feira (25), na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para cobrar do Executivo Municipal que o decreto 17.581 não seja renovado para as escolas de educação infantil a partir deste 1º de dezembro. Os pais e mães que tiveram que voltar ao trabalho com todas as flexibilizações já ocorridas precisam do suporte das escolas para garantir a segurança e o ensino de seus filhos.

O grupo relatou à CDL que com a suspensão das atividades das escolas de educação infantil se criou no município uma rede de cuidadores (as) clandestinos. Pessoas que estão abrigando crianças em suas casas sem nenhum tipo de estrutura pedagógica e sanitária. Esse mercado paralelo coloca a vida das crianças em risco tendo em vista que não há qualquer tipo de fiscalização sobre os lugares e pessoas que trabalham nestes locais.

O decreto 17.581 fala sobre a suspensão do calendário escolar no âmbito municipal. O pedido do grupo é para que numa eventual renovação dessa suspensão fiquem as escolinhas autorizadas a funcionar, tendo em vista o tipo de serviço que prestam. As gestoras entendem as dificuldades das escolas de ensino fundamental e médio para retornarem o calendário, contudo, reafirmam que possuem planos de contingência e condições para receber os alunos em turmas reduzidas e com os controles sanitários adequados. Também entendem que não será uma obrigação dos pais levarem seus filhos, contudo, com a permissão para funcionar, aqueles pais que precisam poderão estar seguros sobre onde deixar seus filhos.

O grupo de gestoras já esteve conversando com o Executivo Municipal através do intermédio da CDL. No encontro, o prefeito havia prometido levar o assunto ao seu grupo técnico. Contudo, após o período eleitoral as tratativas não avançaram. A CDL Rio Grande apoia o movimento e cobra ação por parte da Prefeitura: “entendemos que as escolinhas são uma das maiores redes de apoio às mulheres, tendo em vista que ainda majoritariamente são as mulheres que cuidam dos filhos. Manter as escolinhas fechadas enquanto abrem os demais segmentos é incoerente e prejudica diretamente às mulheres e as famílias de modo geral”, afirma o presidente Carlinhos Zanetti.

Sobre o posicionamento do Executivo, a CDL cobra coerência por parte da administração: “Após a primeira reunião com o Executivo foi solicitado pelo Prefeito e Secretário Lemes que as escolas se preparassem, inclusive com os credenciamentos junto ao Conselho Municipal de Educação para que no dia 16 de novembro fosse expedido novo decreto com essa autorização. Depois disso, pós período eleitoral, o prefeito me ligou declinando de sua promessa. Aguardo a reconsideração desta posição no dia 30 de novembro onde será publicado novo decreto. Lembrando que até o dia 31 de dezembro nosso prefeito continua sendo o Alexandre e aguardamos sua coerência até o final do mandato adequando Rio Grande ao restante do Estado visto que inúmeras cidades tem as escolas infantis funcionando normalmente”, explica Zanetti.

“Não liberar o retorno das escolas infantis é apoiar o crescimento da informalidade e da ilegalidade colocando em risco a integridade física e moral das crianças que estão sendo atendidas por pseudo-cuidadores sem nenhum preparo ou qualificação. Além disso estamos deixando de gerar mais de 400 empregos formais para nossa cidade”, conclui o presidente Zanetti.

Novo Governo

O grupo já está em tratativas com o novo governo municipal para que o calendário escolar do município seja alinhado com o Plano de Distanciamento do Governo do Estado. O pedido é baseado que o Estado possui um grande grupo técnico de estudos sobre o tema e tem sido bastante responsável em suas considerações. Além disso, classifica Rio Grande com a mesma tecnicidade que classifica outras regiões e por isso não há necessidade de seguir outro tipo de regramento.

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