Alunos da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) têm enfrentado atrasos no pagamento dos auxílios estudantis, que fazem parte da política de assistência da instituição. Esses benefícios incluem auxílio alimentação, moradia, transporte e bolsas de pesquisa.
A situação foi agravada após a publicação do Decreto Federal nº 12.448, de 30 de abril de 2025, que impôs restrições severas às despesas discricionárias de universidades e institutos federais. O decreto estabeleceu a retirada de R$ 2,5 bilhões do orçamento do Ministério da Educação (MEC) e determinou que apenas 61% dos recursos anuais poderão ser utilizados até novembro, ficando o restante disponível apenas em dezembro. Embora o MEC negue que tenha ocorrido um corte, admite que os repasses serão feitos em três etapas.
Na última semana, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) se manifestou por meio de nota, alertando que essas limitações comprometem diretamente a capacidade de planejamento e gestão das instituições. Segundo a entidade, as universidades estão enfrentando sérias dificuldades para manter suas atividades e executar seus orçamentos, já que os repasses podem sofrer atrasos ou ficar condicionados a cronogramas rígidos, afetando seu funcionamento financeiro.
Em nota, a FURG disse que por conta do Decreto Decreto Federal nº 12.448, de 30 de abril de 2025, a Universidade não conseguiu efetuar os pagamentos dos auxílios de uma só vez, obrigando-se assim, a ir executando os pagamentos dentro de um limite estabelecido.




