Dia Mundial de Combate à Meningite: como prevenir e combater a doença

Orientar e proteger por via da vacina é a forma mais eficaz para previnir a doença, destaca o clínico-geral Juber Ellwanger, responsável técnico pelo Hospital Dr. Ernesto Mauricio Arndt. (Foto: Divulgação/Ascom HOEMA)

No calendário da saúde, o 24 de abril é o Dia Mundial de Combate à Meningite. A data destaca a importância da prevenção, do diagnóstico, do tratamento e da melhoria das medidas de suporte àqueles que lidam com os efeitos dessa doença, que pode levar à morte. A campanha visa alertar sobre a doença que, segundo o Ministério da Saúde, contabiliza anualmente até 5 milhões de casos.

Segundo o clínico-geral Juber Ellwanger, responsável técnico pelo Hospital Dr Ernesto Mauricio Arndt (HOEMA), a principal forma de prevenir a doença, é com a imunização, que pode ser realizada inclusive na fase adulta. “Nem todos que adquirem as bactérias ficam doentes, pois o organismo se defende com os anticorpos que cria através do contato com elas, adquirindo, portanto, resistência à doença. A maneira mais efetiva de desenvolver essa imunidade é por meio da vacinação, que está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Dessa forma, vale ressaltar a importância de manter o calendário vacinal completo e atualizado, principalmente para as crianças, a fim de prevenir essa grave doença”, afirma Ellwanger.

Entenda a doença

A meningite é a inflamação das meninges que são três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central e pode ser causada, principalmente, por infecções virais e bacterianas. “A meningite viral costuma ser menos grave, os sintomas se assemelham aos das gripes e resfriados comuns e acomete, principalmente, as crianças. Já as as meningites bacterianas, sendo as mais comuns a meningocócica e a pneumocócica, são mais graves e devem ser tratadas imediatamente para evitar complicações e sequelas”, explica Ellwanger

Causas e sintomas

A transmissão dos vírus e bactérias que causam meningite ocorre, principalmente, por via respiratória, pela tosse, espirros e saliva de alguém infectado. Segundo o médico, as queixas podem incluir febre alta, dor forte em cabeça e pescoço, náuseas, vômitos e rigidez de nuca. Nos bebês, a “moleira” fica elevada e endurecida. “Portanto, a qualquer sintoma ou exposição a fator de risco, é indispensável a consulta médica, para o devido diagnóstico e tratamento individualizado”, orienta Ellwanger.

Como prevenir e tratar

As diretrizes, assim como os demais profissionais de saúde, garantem que a maneira mais eficaz para prevenção da meningite são as vacinas, as quais estão disponíveis gratuitamente no SUS. Estas são recomendadas para todas as crianças e adolescentes.

Para adultos e idosos, indica-se a vacinação em condições de risco, em caso de surto da doença ou viagem para área de risco, por exemplo. Ou seja, manter calendário vacinal completo e atualizado é a melhor forma de prevenir essa grave doença.

Já o tratamento é feito conforme o tipo de meningite, variando se for por origem viral ou bacteriana, necessitando monitoramento da evolução da doença e melhora do paciente, sendo tratado sempre de forma individualizada. Assim como para as outras enfermidades causadas por vírus, não existe tratamento específico para as meningites virais. Os medicamentos para combater febre e dor são úteis para aliviar os sintomas. Meningites bacterianas são tratadas com antibióticos aplicados por via endovenosa, diretamente na veia do paciente, e sua administração deve começar o mais rápido possível para evitar complicações e sequelas.

Conheça o Hospital Dr. Ernesto Mauricio Arndt (HOEMA)

Fundado em 1957, o Hospital Dr Ernesto Mauricio Arndt, está localizado no Centro de Morro Redondo, oferecendo atendimento médico e hospitalar para comunidade local, além de atender pacientes do interior de Pelotas, Canguçu e Cerrito.

Em 2016, teve suas atividades suspensas e em 2021, iniciaram as reformas necessárias para retomada de serviços como internação, que deve ocorrer ainda no segundo semestre deste ano, prevendo o atendimento com 30 leitos e um quarto para isolamento.

Atualmente conta com especialista em cardiologia, pediatria, gastroenterologia, ginecologia, psiquiatria, psicologia, traumatologia, ortopedia, endocrinologia, dermatologia, nutrologia e enfermeira especializada em lesões.

O hospital tem como objetivo, se tornar referência regional em atendimento de saúde, para o interior.

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