
O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) completou na quarta-feira (24), 79 anos de atuação pelo setor fumageiro e entra na contagem regressiva para seus 80 anos, em 2027. A entidade construiu ao longo destes anos, uma história de iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico, social e ambiental da cadeia produtiva, na defesa de um setor que envolve 533 mil pessoas na produção rural e está presente em 525 municípios da Região Sul do Brasil. Neste ano, as comemorações serão internas junto à diretoria e, para 2027, há planos para a realização de evento junto às associadas e parceiros da entidade.
O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, destaca que a entidade trabalhou pela sustentabilidade da cadeia produtiva, com uma atuação contínua e resiliente, bem como um trabalho pioneiro em diferentes áreas, como foi o caso da logística reversa das embalagens vazias de agrotóxicos e o exemplar combate ao trabalho infantil, com iniciativas que beneficiam não apenas o produtor de tabaco, mas as comunidades rurais de forma geral.

40 anos de experiência na indústria. (Foto: Junio Lopes/Divulgação)
Ele conta que antes de ocupar o cargo na presidência, foi vice-presidente por mais de uma década e atuou em uma empresa do setor por 40 anos. “Ao acompanhar a atuação histórica do SindiTabaco, sempre percebi o tom conciliatório com as demais entidades do setor em busca de união visando soluções para os problemas que têm afetado a produção e exportações do tabaco brasileiro”, ressalta. Segundo ele, nos últimos anos o setor tem gerado em torno de três bilhões de dólares em divisas e R$ 24 bilhões em impostos arrecadados anualmente. Além de grande importância socioeconômica para a região Sul do Brasil, com 533 mil pessoas envolvidas no meio rural, gera 44 mil empregos diretos nas indústrias de tabaco instaladas no país. “Nossa atual diretoria, segue atuando pela competitividade do produto brasileiro por meio do fortalecimento do Sistema Integrado de Produção de Tabaco”, explica.
Thesing destaca ainda que a produção brasileira de tabaco tem demonstrado, com o passar das décadas, uma grande capacidade de adaptação às exigências do mercado. “Embora existam iniciativas antitabagistas, o Brasil continua sendo uma referência mundial na produção de tabaco de qualidade, com forte compromisso com a sustentabilidade, a rastreabilidade e as boas práticas agrícolas”, assegura. Ele lembra ainda que a atividade tem um papel significativo na geração de renda para 138 mil famílias produtoras. “O futuro do setor no Brasil dependerá da capacidade de inovar e continuar evoluindo em aspectos sociais, ambientais e produtivos, mas, especialmente, de manter o nosso produto competitivo diante de um mercado internacional cada vez mais concorrido”, observa.
Ele cita ainda que a produção de alimentos e a produção de tabaco não são atividades concorrentes. “Na verdade, elas costumam caminhar juntas, pois as propriedades produtoras de tabaco são caracterizadas pela diversificação de culturas e muitas famílias utilizam a renda gerada pelo tabaco para investir justamente na produção de alimentos e em melhorias da propriedade”, diz.
Ele ressalta que a produção de tabaco evoluiu muito. “Houve avanços em tecnologia, mecanização e boas práticas agrícolas, além de um foco cada vez maior na saúde e segurança do produtor”, destaca. Com isso, conciliar geração de renda e produção de alimentos passa pelo fortalecimento da diversificação pois o tabaco continua sendo uma importante fonte de receita para milhares de famílias, enquanto a produção de alimentos garante segurança alimentar, abastece os mercados locais e contribui para a sustentabilidade da propriedade. “Quando há planejamento e gestão, essas atividades se complementam e ajudam a manter as famílias no campo com mais oportunidades de sucesso e qualidade de vida”, finaliza.
Trajetória
Fundado em 24 de junho de 1947 e sediado em Santa Cruz do Sul (RS), a história do SindiTabaco começou quando a entidade foi formalizada como Sindicato da Indústria do Fumo de Santa Cruz. Antes disso, já atuava como Associação Profissional da Indústria do Fumo, datada de 1942, também em Santa Cruz do Sul (RS). Ao longo dos anos, sua presença foi ampliada e em 1980, passou a ter abrangência em todo o Rio Grande do Sul. Em 2006, expandiu sua representação para toda a Região Sul do Brasil e, em 2010, passou a atuar nacionalmente (exceto nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo), adotando a atual denominação de Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco.
O SindiTabaco reúne 13 empresas associadas: Alliance One Brasil, ATC – Associated Tobacco Company Brasil, BAT Brasil, Brasfumo, China Brasil Tabacos Exportadora, CTA – Continental Tobaccos Alliance, JTI Processadora de Tabaco do Brasil, Philip Morris Brasil, Premium Tabacos do Brasil, ProfiGen do Brasil, Tabacos Marasca, Universal Leaf Tabacos e UTC Brasil. A gestão da entidade é composta por um presidente e seis vice-presidentes, com atuação nas áreas de Secretaria e Finanças, Relações Humanas, Assuntos Fiscais, Produção e Qualidade do Tabaco, além de Gestão Ambiental e Responsabilidade Social.



