Neblina e umidade prejudicam a colheita do milho na região

Milho destinado a grãos teve 88% da área colhida. (Foto: Reprodução/Freepik)

Os dias com presença constante de neblina e alta umidade no ar, característicos desta época do ano, atrapalharam a colheita do milho destinado a grãos, que ainda permanece registrando 88% colhidos, em uma área plantada de 50.596 hectares. Na propriedade do produtor Moises Greinke, na Colônia São Pedro, 3º Distrito de Pelotas, 50% dos 30 hectares estão colhidos e o restante em colheita. Segundo o produtor, que iniciou o processo há 40 dias, o principal motivo é a limitação do local para armazenagem do grão na propriedade. Ele já estuda investir na construção de silos de alvenaria projetados pela Emater.

Além disso, precisa se dividir entre as outras atividades da chácara, entre elas, a leitaria. Parte da produção do milho foi entregue à Cooperativa Coopar e outra parte, em torno de 100 sacos, vendida para um comprador de Pelotas. Greinke, que é referência para os compradores do grão na Colônia São Pedro, diz que costuma ter o grão disponível na propriedade até o Natal.

Ele conta que ao contrário do ano passado, quando teve frustração de colheita por causa da seca e colheu apenas mil sacos do grão, este ano deve chegar aos três mil sacos. “Eu esperava em torno de dois mil sacos, mas o clima ajudou”, diz.

Ele ainda espera uma melhoria no preço que tem obtido, que é de R$ 70,00, no saco de 50 quilos, e R$ 78,00 o de 60 quilos. O produtor afirma que em setembro, se o tempo ajudar, ele deve começar o plantio da nova safra, a partir do dia 5. Greinke não fala em aumento de área, mas em adoção de tecnologias, como a redução do espaçamento entre uma planta e outra para 50 centímetros.

Segundo a Emater, as áreas ainda por colher são pequenas lavouras na região colonial dos municípios, onde os produtores, pela pequena quantidade de milho, optam por deixa-las e seguem colhendo na medida da sua utilização para a alimentação das criações. Todas as áreas de milho comercial da agricultura empresarial já estão com a colheita encerrada.
Os rendimentos de referência na região estão em 5,588 mil quilos por hectare. Muitas áreas superaram a produtividade de seis mil quilos por hectare. Para a safra 2021/2022 seguem as expectativas de aumento na área cultivada com milho tanto para silagem como para grãos.

O milho para silagem está no período de entressafra. A colheita foi finalizada no mês de maio, com uma produção total de 496,84 mil toneladas. A produtividade de referência da região ficou em 33,545 mil toneladas por hectare de silagem, de muito boa qualidade. Também na região, foram implantados 14.811 hectares de milho para este fim. As produtividades elevadas são resultado das condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento da cultura, principalmente a regularidade do teor de umidade ideal do solo.

O milho grão já colhido na região ainda é insuficiente para abastecer o mercado local. Seguem ocorrendo compras do grão oriundo de outras regiões do Estado e também da Região centro-oeste do País.

Os produtores planejam as áreas de plantio, que deve começar entre setembro e outubro, assim como a aquisição de insumos, principalmente, os adubos e as sementes. É esperado aumento de área tanto na agricultura familiar como na empresarial, motivado, em grande medida, pelos preços nos mercados e a necessidade de rotação de cultivos nas lavouras.
Os preços por saco de 60 quilos têm como valores de referência entre R$ 80,00 e R$ 90,00. Em Turuçu, é vendido a R$ 80,00, em Piratini e Pelotas a R$ 85,00, em Jaguarão a R$ 87,00, Arroio do Padre, R$ 90,00. As variações se dão por qualidade do grão, ampliação da oferta e do frete.

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