Coopar/Pomerano: A importância do cuidado com o processo de ordenha

Objetivo é manter a qualidade em todas as fases da produção do leite. (Foto: Divulgação)

Nos últimos anos, a Coopar/Pomerano vem sendo premiada pela qualidade de seus produtos, como ocorreu recentemente no 6º Concurso Estadual de Queijos. Esse reconhecimento vem de um trabalho em conjunto, começando na propriedade, passando pelo transporte, até a indústria, cumprindo todos os padrões de segurança e testes necessários.

Conversamos com Estevão Kunde, (Departamento Técnico – Área do leite – COOPAR/POMERANO), sobre a importância de manter a qualidade em todas as fases da produção do leite. “O leite ao chegar à indústria não pode ser melhorado, ele tem que vir bom da propriedade.”

Isso envolve o trabalho do departamento técnico, que auxilia o produtor na propriedade. Os técnicos repassam as exigências que vem do Ministério da Agricultura, orientando os produtores para alcançar os padrões determinados.

“As ultimas normativas, de 2019, aumentaram as exigências sobre os padrões de qualidade, e os técnicos foram responsáveis por fazer o ‘meio- campo’ junto ao produtor. […] Principalmente em relação ao CTB (Contagem Total Bacteriana), hoje chamada de CPP (Contagem Padrão em Placas), que passou a ter um padrão mais rígido, monitorado por meio de médias geométricas. O produtor tem um limite, não ultrapassar 300 mil de CTB. […] Três resultados mensais formam uma média geométrica onde perante a lei, não pode ter mais de três resultados seguidos acima de 300 mil. Se acontecer, o carregamento é suspenso, retornando apenas após uma ação de intervenção técnica na propriedade, para melhoria da qualidade é comprovação perante nova analise dentro do padrão em laboratório credenciado ao MAPA”.

Observação: A CTB é só um dos padrões a serem cumpridos pelo produtor. Da mesma forma, o laticínio também precisa atender padrões de qualidade em todos os processos. As indústrias COOPAR/POMERANO são vinculadas ao MAPA, portanto fiscalizadas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), possuindo altas exigências que, se não cumpridas, podem gerar penalizações por não conformidade.

Manejo da ordenha

1 – O produtor precisa conhecer os animais: mantê-los saudáveis, para que não haja transmissão de doenças através das teteiras, e calmos, para que o leite “desça” facilmente.
2 – Lavagem dos tetos: somente se necessário, pois a água “pode” ser um transporte de contaminantes. Mas é importante o manter a higiene e fazer desinfecção dos tetos, veja o passo 3.
3 – Fazer a desinfecção do teto: por meio do uso de pré-dipping, uma solução desinfetante que deve ser aplicada antes da ordenha, na parte externa do teto. Após, se faz a secagem do teto com papel toalha descartável, jamais com pano.
4 – Retirada dos três primeiros jatos de leite: se despreza por estar próximo do meio externo, para depois realizar a ordenha de forma tranquila, no tempo correto.
5 – Aplicação de preventivo: para evitar mastite, coloca-se um selante de teto, chamado pós-dipping, para evitar a entrada de agentes contaminantes. Associado a isso, recomenda-se que as vacas comam após a ordenha, para evitar que logo se deitem, evitando assim o contato imediato dos tetos com possíveis sujidades.

Processo de limpeza dos equipamentos

É importante fazer uma limpeza correta dos equipamentos de ordenha e resfriamento.

Utilizar detergente alcalino e “água quente”;
Realizar enxague com detergente ácido;
Higienizar manualmente equipamentos e utensílios sempre q preciso.
Manter as borrachas das teteiras (chamados insufladores) em bom estado
(recomenda-se, inclusive, a troca a cada seis meses ou 2500 ordenhas);
Manter em dia a limpeza dos ambientes de ordenha e resfriamento e, de
preferência, ter o resfriador separado da ordenha;

Observação: O passo a passo dos processos deve ser seguido conforme orientação técnica especializada.

Resfriamento

Com as ultimas Instruções Normativas, mudaram os padrões de resfriadores exigidos. Os chamados resfriadores de expansão direta passaram a ser exigidos pelo Ministério em substituição aos antigos tanques de imersão. Isso por possuírem resfriamento mais rápido e serem considerados mais seguros. Essa rapidez no resfriamento do leite melhora muito a qualidade da matéria prima recebida pela indústria alem de atender a exigência sobre a temperatura do leite. Pelas normas do Ministério, o ideal é que o leite saia da propriedade a 4 °C, e chega à indústria com 7 °C.

Quando os novos modelos foram implementados, a Cooperativa auxiliou muitos produtores na compra, por meio de programa aquisição de resfriadores com facilitação de credito para compra de novos e usados. Além disso, os transportadores também recebem treinamentos para o seu dia a dia, pois precisam manter a higienização dos caminhões bem feita e testar o leite antes de carregar.

Esses processos reforçam a necessidade de “trabalho conjunto”, Produtores, transportadores e indústria precisam fazer sua parte sempre. É preciso ter consciência de que os investimentos e adequações fazem parte e atingem todos envolvidos, afim de levar ao consumidor um produto final bom e seguro.

Importante

Todos os produtores passam por análise mensal, dos níveis de CTB, CCS e analise físico/química do leite, e a partir dos resultados, tem bonificações. Quanto maior a qualidade do seu produto e sanidade de seus animais, mais vantajoso será.

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