
A empresária e advogada Adriane Rodrigues, pré-candidata a deputada estadual pelo Republicanos, se coloca como defensora do desenvolvimento econômico da Zona Sul do Rio Grande do Sul e de maior representatividade política da região ao confirmar sua saída do PL e apresentar suas propostas para a eleição de 2026.
Filha do ex-prefeito Anselmo Rodrigues, Adriane afirma ter iniciado na política ainda na infância, acompanhando o pai em atividades comunitárias. “Foi a minha escola. Aprendi a ouvir as pessoas e entender o que elas esperam da política”, diz. Formada em Direito e atuando como empresária, ela destaca a experiência no setor privado como elemento central de sua visão. “Vivo na prática as dificuldades de quem empreende, paga impostos e gera emprego”, relata.
Ao participar do Tradição Entrevista, Adriane apresenta sua trajetória, explica a saída do PL e detalha propostas centradas no desenvolvimento econômico e na ampliação da representatividade política da Zona Sul do Rio Grande do Sul. A conversa pode ser vista no canal do YouTube do JTR.
A pré-candidata também enfatiza a ligação entre empregadores e trabalhadores, defendendo uma relação de interdependência. Para ela, o excesso de tributos e a falta de incentivos comprometem o desenvolvimento econômico. “Quando se cria barreiras, o dinheiro não circula, e isso trava a economia”, afirma.
Mudança partidária
Adriane confirma que deixa o PL após identificar falta de espaço interno para sua candidatura. Segundo ela, a sigla concentra vários pré-candidatos na região, o que pode fragmentar votos. “Saio de portas abertas. O PL cresceu muito e não comporta todos. Eu preciso de um espaço onde possa trabalhar e ser valorizada”, explica. A escolha pelo Republicanos, segundo ela, se dá pela afinidade ideológica e pela estrutura oferecida.
Desafios da Zona Sul
Durante a entrevista, Adriane aponta a falta de representatividade política como um dos principais entraves ao desenvolvimento da Zona Sul, especialmente de Pelotas. Segundo ela, a dispersão de votos e a ausência de lideranças consolidadas prejudicam a eleição de representantes locais. “Outras regiões são mais unidas e elegem deputados. Aqui, os votos se dividem e acabam indo para fora”, diz.
Ela também cita problemas estruturais, como deficiência em infraestrutura urbana, dificuldades na mobilidade e falta de investimentos em saneamento básico. Para a pré-candidata, esses fatores impactam diretamente a atração de empresas e a geração de empregos.
Na área da saúde, Adriane destaca o aumento das filas por atendimento. “Hoje temos cerca de 120 mil pessoas esperando. Isso é desumano”, afirma. Apesar disso, reconhece que o deputado estadual tem papel indireto na área, atuando como articulador de recursos e políticas públicas.
Contudo, a principal bandeira da pré-candidata é o desenvolvimento regional. Ela defende políticas que incentivem a instalação de empresas, ampliem o mercado de trabalho e reduzam a dependência de programas assistenciais.
“O assistencialismo é necessário em momentos específicos, mas não pode ser permanente. As pessoas precisam de dignidade e autonomia”, diz.
Perspectivas políticas
Adriane defende maior engajamento da população no processo eleitoral e critica o alto índice de abstenção. “Quem não vota deixa que outros decidam por si”, diz. Para ela, o fortalecimento da representação local passa pela conscientização do eleitor. “Precisamos eleger quem é daqui, que conhece a realidade e tem compromisso com a região.”
Adriane relembra que sua pré-campanha se concentra na Zona Sul, com possibilidade de expansão para municípios da Costa Doce. “Minha prioridade é aqui. É onde está a minha história e onde quero fazer a diferença”, finaliza.



