Ministro da Justiça afirma que vândalos serão responsabilizados e cobrados pelos danos ao patrimônio

Ministro da Justiça concedeu entrevista coletiva nesta tarde. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Em entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (9), o ministro da Justiça Flávio Dino fez um balanço do trabalho de identificação e prisão dos participantes da invasão ao Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto, sedes dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo, respectivamente.

Até o momento, foram realizadas sendo 209 em flagrante e 1,2 mil estão sendo ouvidas pela Polícia Federal. A maioria dos detidos se encontravam no acampamento em frente ao quartel general do Exército em Brasília, que desmobilizou o local na manhã desta segunda-feira. Ao todo, 50 equipes trabalham na identificação e nos depoimentos dos detidos.

Dino afirmou que foram realizadas perícias nos prédios e que, a partir dos laudos, serão realizados também incriminações, que serão enviados à AGU. “Faço questão também de mencionar que foram realizadas também as perícias pela Polícia Federal nos edifícios-sede do Executivo, no Congresso Nacional e do Supremo. Perícias essas visando os inquéritos que estão sendo instaurados na Polícia Federal e, também, para promoção da responsabilidade civil. Ou seja, esses laudos periciais vão ser remetidos à AGU para que cobrem a indenização de quem perpetrou danos materiais – alguns irreparáveis – em relação aos edifícios-sede e aos patrimônios ali instalados”, disse o ministro.

Segundo ele, foram apreendidos 40 ônibus, alguns que já se dirigiam a saída da capital federal. Em um foram encontradas armas de fogo.

Dino ressaltou a criação do e-mail [email protected], que visa o recebimento de denúncias sobre os autores dos atos. Até o momento, foram recebidos 13 mil e-mail com informações sobre possíveis participantes. “Há uma equipe fazendo a triagem para que a responsabilidade penal vá além daqueles que estiveram presencialmente aqui na Esplanada”. Segundo ele, já há mandados de prisões expedidos e outros ainda o serão.

Segundo ele, houve uma série de crimes, como golpe de estado, tentativa violenta de abolir o Estado Democrático de Direito, associação criminosa, dano ao patrimônio público, por exemplo. Para Dino, os movimentos não tiveram êxito, na tentativa de um “efeito dominó”, propiciando outras ações contra o Estado. Para ele, a responsabilização criminal tem dois objetivos, punição e prevenção de novos atos.

Segundo ele, a expectativa é que haja a revogação da intervenção sobre a segurança no DF o quanto antes, desde que haja condições.

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