
Para quem nasce nos dias 24 ou 25 de dezembro, aniversário e Natal se confundem desde a infância. A estudante Isadora Alcantara Rosa, de 22 anos, e o designer gráfico Luis Artur Capra Juliani, de 61, compartilham essa experiência, mas cada um com sua particularidade.
Juliani nasceu às 23h55 do dia 24, escapando por pouco de ser um natalino do dia 25. “A sensação que tenho é de que o mundo inteiro está comemorando o meu dia”, brinca. O designer gráfico afirma nunca ter se sentido prejudicado pela data. Quando criança, os natais eram comemorados na casa dos pais dele, justamente por causa do aniversário.
Já Isadora, que nasceu no dia 25, diz que sua família sempre fez questão de separar as duas comemorações. “Natal é Natal, aniversário é aniversário”, afirma. Em sua casa, o dia 24 é dedicado à ceia, enquanto o dia 25 reúne celebrações do feriado religioso e do aniversário dela. “É o único momento no ano em que posso ver quase toda a minha família reunida”, diz.
Sobre os presentes, ambos relatam que as famílias sempre fizeram questão de separar. “Meus parentes sempre me presentearam com um agrado de Natal e outro pelo aniversário”, conta Isadora. Juliani lembra que sua madrinha levava dois presentes no dia, até mesmo depois de tornar-se adulto.
A comemoração com amigos, porém, é mais complicada. A estudante diz que nunca consegue reunir os amigos na data, pois todos estão com as famílias. Este ano, no trabalho, ela comemorou com um mês de antecedência – e gostou tanto que pretende adotar o modelo para as próximas celebrações.
O designer gráfico, por sua vez, acredita que as pessoas lembram mais do seu aniversário justamente por ser na véspera de uma data tão significativa. Para ele, fazer aniversário no dia 24 de dezembro é motivo de orgulho e diversão, enquanto para a jovem, é “um charme, minha marca registrada entre aqueles que me conhecem”.
Entre as memórias marcantes, Juliani recorda de um aniversário em 1970, quando ganhou um super autorama de quatro pistas. Já Isadora teve uma experiência frustrante em 2019: encomendou um bolo vegano que desmoronou na geladeira. “Chorei muito naquele aniversário”, relata. A mãe dela, quase como em uma previsão, havia comprado uma torta tradicional, mas Isadora foi a única que não pôde comer. Desde então, a família adotou o costume de ter dois bolos na comemoração.



