Férias sem abandono: como a hospedagem especializada garante saúde e bem-estar aos pets

Bergmann lembra que babás e hotéis de pet são boas opções para quem precisa viajar. (Foto: arquivo pessoal)

Com os três primeiros meses do ano sendo ideais para tirar do papel férias que foram planejadas – ou não –, muitas vezes, o grande dilema daqueles que possuem animais em casa é o que fazer com esses companheiros durante o período. Atualmente, no Brasil, segundo o Índice de Abandono Animal levantado pela Mars Petcare, cerca de 7,5 milhões de cães e gatos vivem nas ruas ou em abrigos. Nessas situações, viagens planejadas para lugares distantes ou impróprios para bichinhos e carnavais de última hora refletem não apenas no aumento destes casos de abandono, mas também na maior incidência de casos de atropelamentos e doenças entre os animais. Visando a redução destes números, o médico veterinário Weinerth Bergmann apresenta os benefícios de hospedarias para pets e a importância do cuidado correto com os animais durante o período.

Jornal Tradição Regional (JTR): Do ponto de vista da saúde e do bem-estar animal, quais são os benefícios de deixar o pet em uma hospedaria especializada em vez de sozinho em casa ou com vizinhos?

Weinerth Bergmann (WB): A principal vantagem é a supervisão constante. Em hospedarias, o animal recebe rotina, manejo adequado, alimentação correta, monitoramento de comportamento e resposta rápida em caso de qualquer intercorrência. Isso reduz riscos físicos e emocionais.

JTR: Animais que ficam em hospedarias costumam apresentar menos sinais de estresse do que aqueles deixados sem supervisão adequada?

WB: Na maioria dos casos, sim. Quando a hospedaria respeita rotina, limites e oferece ambiente enriquecido, o animal tende a lidar melhor com a ausência do tutor do que ficando sozinho, entediado ou com cuidados irregulares. Mas cada hospedado deve ser tratado de forma única e individual respeitando suas peculiaridades, pacientes idosos com mais repouso e cuidado com acidentes separados de pacientes mais jovens e “enérgicos”, evitando acidente de “trombadas” ou traumas acidentais.

JTR: Para quais tipos de animais a hospedagem é mais recomendada: cães, gatos, idosos, filhotes?

WB: É mais comum para cães, mas gatos também se beneficiam quando o ambiente é adaptado. Filhotes e idosos podem se hospedar, desde que haja cuidados individualizados. O mais importante não é a idade e sim o perfil comportamental e de saúde. Lembrando que para casos muito específicos ou pets que não se adaptam longe de casa, existem os serviços de Pet Sitters.

JTR: Quais critérios o tutor deve observar ao escolher um hotelzinho ou hospedaria para pets?

WB: Estrutura adequada, limpeza, número de animais compatível com a equipe, rotina bem definida, transparência, referências, e principalmente atenção individualizada. Visitar o local antes é fundamental.

JTR: Vacinação e controle de parasitas devem ser exigidos antes da hospedagem?

WB: Sim, sem exceção. Vacinação em dia e controle de pulgas, carrapatos e vermes protegem não só o animal hospedado, mas todo o ambiente e os demais pets. Lembrando que cada hotel possui seus próprios protocolos, consulte as exigências necessárias previamente.

JTR: O que o tutor deve providenciar antes de deixar o animal em uma hospedaria?

WB: Carteira de vacinação, medicações em uso, orientações de rotina, alimentação habitual e, se possível, objetos familiares como caminha ou brinquedo, que ajudam na adaptação.

JTR: Para quem não pode pagar uma hospedaria, quais alternativas seguras existem para não deixar o animal desassistido?

WB: Pet Sitter de confiança, familiares capacitados, amigos orientados ou cuidadores indicados por profissionais. O importante é que o animal tenha visitas regulares, alimentação correta e supervisão.

JTR: Pet Sitter em domicílio pode ser uma boa opção?

WB: Pode ser excelente, principalmente para animais mais territorialistas, idosos ou ansiosos. Desde que seja um profissional capacitado, com referências e alinhado às necessidades do pet. Lembrando que nem sempre são veterinários, mas são profissionais que dedicam todo amor ao seu pet, mas não substitui acompanhamento do veterinário, deixe sempre o Pet Sitter com o contato do veterinário que atende seu pet.

JTR: Há algum cuidado especial para animais ansiosos ou com histórico de doenças?

WB: Sim. Esses animais precisam de avaliação prévia, rotina personalizada e, em alguns casos, acompanhamento veterinário mais próximo. Comunicação clara entre tutor e hospedaria é essencial para garantir segurança e bem-estar. Lembrando que locais e profissionais capacitados não substituem as orientações do médico veterinário, tenha sempre uma boa comunicação com o veterinário do local ou mantenha o vet do seu pet em contato com a hospedaria.

Relembre cuidados essenciais com os pets durante o verão

Com a previsão de temperaturas acima da média, os pets exigem cuidados redobrados no verão. Hidratação constante é essencial, com água fresca, gelo e petiscos congelados. Passeios devem evitar horários de sol forte e superfícies quentes para prevenir queimaduras nas patas. O uso de protetor solar pet em áreas sensíveis ajuda a evitar doenças de pele. Vacinas, vermífugos e antiparasitários devem estar sempre em dia para garantir a saúde dos animais. Para mais informações, Bergmann é veterinário a domicílio, e o contato pode ser feito pelo número (53) 99165-6119.