Exercícios físicos, vida ativa, costume, problemas de coração

Hospital Miguel Piltcher.

Os exercícios físicos ajudam a dormir melhor 

Muitas pessoas têm dificuldade para ter boa qualidade de sono. Dormir mal traz não só sensação de cansaço no dia seguinte, mas pode também ter efeitos negativos sobre outros aspectos da nossa saúde e bem-estar a longo prazo. As pessoas ouvem muitas coisas que podem fazer para ter uma melhor noite de sono, desde tomar um banho quente à noite até abandonar o celular duas horas antes de ir para a cama. Mas um dos conselhos mais comuns para as pessoas que têm dificuldade para conseguir uma boa noite de sono é exercitar-se regularmente. A boa notícia é também que os benefícios dos exercícios físicos para o sono parecem funcionar para todos, independentemente da sua idade ou de possíveis distúrbios (como insônia ou apneia do sono). Os exercícios durante o dia podem gerar liberação de melatonina mais cedo à noite, que pode ser o motivo pelo qual as pessoas que se exercitam adormecem mais rápido.

Vida ativa, o melhor remédio para a saúde física e mental 

Em uma sociedade como a atual, com atividade laboral pouco exigente em energia e tempos de lazer ainda mais estáticos, o perigo da inatividade física já não está apenas no horizonte. A inatividade já enche hospitais e farmácias de pessoas com doenças associadas ao sedentarismo. Essa disfunção aparece em todas as faixas etárias da população: desde a infância, que leva a uma verdadeira pandemia de obesidade infantil nos países mais desenvolvidos, até os idosos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere a realização adicional de duas sessões semanais de trabalho com pesos devido aos seus benefícios comprovados, como a redução do risco de sofrer de osteoporose, artrite, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Também contribui positivamente para o sono e reduz o risco de depressão.

A combinação do exercício de componente aeróbico (corrida, ciclismo ou natação, entre outros) com o treino de força tem efeitos não só físicos e quantificáveis, mas também no aspecto psicológico, uma vez que tem um impacto positivo na autopercepção do nível de saúde física.

Tudo é questão de costume 

Existem muitas coisas que esquecemos com o passar do tempo. À medida que envelhecemos, começamos a notar que não nos lembramos dos nomes de pessoas, do que fizemos ontem ou por que fomos à cozinha e começamos a nos preocupar com isso. Mas, muito antes que isso aconteça, muitos de nós já perderam outra coisa, quase sem se dar conta: a memória física. Se você observar uma criança de lado, vai notar que sua postura é em forma de ‘S’ e como seus movimentos são fluidos. Isso porque elas ainda estão livres dos maus hábitos que causam fadiga, tensão muscular. Por fim a má postura, por sua vez, causa diversas complicações, que podem ser dolorosas, mas tudo pode ser melhorado com pequenos ajustes no nosso estilo de vida. O mais aconselhável é consultar um médico, um fisioterapeuta, um quiroprático ou outro profissional qualificado. Recomenda-se também exercícios para fortalecer os músculos do tronco, os glúteos, o pescoço, a parte traseira dos ombros e a extensão das costas. No início parece ser incômodo, já que os músculos não estão mais condicionados para manter-se na posição correta. Mas tudo é questão de costume.

Evite problemas no coração 

A liberação dos hormônios adrenalina e cortisol, por sua vez, promovem uma série de modificações no nosso sistema cardiovascular, responsável por bombear o sangue para todas as células. Os batimentos cardíacos aceleram, a pressão arterial sobe, o sangue fica mais viscoso. Agora, imagine o que todas essas mudanças significam para a saúde de uma pessoa que já tem colesterol alto, hipertensão, diabetes ou obesidade. Nesse contexto, o estresse significa um fator de risco adicional para o surgimento de uma complicação mais séria – como o entupimento de uma artéria do coração (o infarto) ou o rompimento de uma veia no cérebro (o AVC hemorrágico). E essa é apenas uma das explicações que ajudam a entender a relação entre estresse e os chamados eventos cardiovasculares. Em alguns casos, o nervosismo exacerbado, por si só, já é suficiente para desencadear uma grave crise. Então aprenda a gerenciar seu estresse, durma bem, faça atividade física e fique atento aos sinais de algo mais sério. Essas atitudes podem fazer a diferença nos cuidados de problemas mais sérios no coração.

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