Estério Heller: uma década percorrendo a rota do leite no interior de São Lourenço do Sul

Estério Heller percorre diariamente 150 quilômetros de estradas recolhendo o leite. (Foto: Divulgação)

Até chegar às prateleiras dos supermercados o leite percorre um longo caminho e diversas etapas de um cuidadoso processo de produção. E entre a sala de ordenha e a indústria, o sucesso da operação depende de um profissional, em particular: o transportador.

Há dez anos, Estério Heller percorre diariamente 150 quilômetros de estradas do interior de São Lourenço do Sul, recolhendo a produção de associados da Coopar/Pomerano em uma jornada de trabalho que começa às 6h e termina no final da tarde. Em uma das rotas, é responsável por atender 20 propriedades e na outra 24. “Atualmente, a produção aumentou bastante então é preciso recolher o produto todos os dias”, disse.

Passar horas dentro do caminhão pode ser considerada uma atividade solitária, mas Heller relata que encontrar diariamente com os “seus” produtores alivia esse sentimento. “Eu tenho uma convivência muito boa com todos. Digamos que eu convivo mais com eles do que com a minha própria família e, a partir disso, se formou uma amizade”, comentou.

Uma tarefa de muita responsabilidade

O papel do transportador de leite vai muito além de simplesmente transportar. Ele, também, é responsável por testar o leite – antes de carregar – para identificar anomalias que possam gerar algum tipo de contaminação da produção. “Ao longo destes dez anos nunca tive problema com nenhum produtor. São todos muito caprichosos e a gente incentiva isso também”.

Outras grandes responsabilidades do transportador são a manutenção e a higienização do caminhão. Todos os dias, após descarregar, é hora de limpar o veículo e deixá-lo pronto para o dia seguinte.

Heller conta que até se acostumar com todas as etapas do processo passou por algumas dificuldades, mas hoje tira de letra a rotina diária. Os únicos problemas, atualmente, ficam por conta de enfrentar estradas nem sempre em boas condições e que, especialmente nos dias de chuva, se transformam em grandes desafios para os transportadores de leite. “É a pior parte, pois às vezes precisa colocar trator para puxar, em mais de um lugar. O pessoal tenta consertar a estrada para facilitar o trânsito, mas quando chove acaba gerando esse transtorno”, confirmou.