Governo do Estado anuncia privatização da Corsan

Foto: Divulgação

O governo do Estado anunciou, nesta quinta-feira (18), o início do processo da privatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). A manifestação foi feita diante das mudanças do Marco Regulatório do Saneamento, aprovadas no Congresso Nacional.

Segundo o governador Eduardo Leite, o marco prevê metas para serviços de saneamento até 2033, precisando garantir 99% do tratamento de água e 90% do tratamento de esgoto. O não atendimento pode representar a quebra de contratos. Ele ponderou que a Corsan não tem condições de cumpri-los.

Com a venda de ações da Corsan, o Rio Grande do Sul perderá o controle total sobre a Companhia, mas poderá contar com recursos privados para efetuar investimentos e manter a saúde financeira, conforme foi explicado durante a live.

“O serviço continua público operado por uma entidade privada. A Corsan não tem capacidade para conseguir triplicar os investimentos como será necessário com o Marco Regulatório. O Rio Grande do Sul tem 32% da população com coleta e tratamento de esgoto. Estamos abaixo da média nacional e onde a Corsan presta o serviço os números são menores ainda”, disse.

Ainda, o governador reconheceu que mudou a sua posição em relação à privatização da companhia. Em 2018, ele disse ser contrário à privatização. “A Corsan não tem capacidade de caixa e o Estado também não consegue ajudar. Na minha campanha eleitoral disse que a Corsan não seria privatizada, mas o contexto mudou. Eu sei que haverá aqueles que vão me atacar, mas faz parte do jogo. Pior seria se eu deixasse de reconhecer que mudaram as circunstâncias e causasse um prejuízo para todo o estado”, destacou.

Atualmente, 317 municípios têm os serviços operados pela Corsan. Os outros 180 fazem a prestação de outras maneiras, como por autarquias e empresas privadas.

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