
A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 é apenas mais um capítulo de uma história que vem se repetindo nos últimos anos. A campanha verde-amarela na competição, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, frustrou a esperança de uma torcida apaixonada, que acreditava no resgate do bom e velho futebol-arte.
O Brasil chegou ao Mundial com expectativas renovadas em razão da chegada do técnico Carlo Ancelotti, dono de um currículo vencedor. Ao mesmo tempo, carregava desconfianças devido à campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas. A classificação foi modesta: quinto lugar, com 28 pontos, atrás de Argentina, Equador, Colômbia e Uruguai.
Na Copa, a Seleção integrou o Grupo C, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti. Em teoria, a chave não representava grande ameaça à classificação, mas o desempenho brasileiro ficou abaixo do esperado. A equipe empatou em 1 a 1 com Marrocos e venceu Haiti e Escócia por 3 a 0.
Nas oitavas de final, o Brasil superou o Japão por 2 a 1 em uma vitória sofrida, que acabou sendo a última alegria da torcida no Mundial. Na sequência, diante da Noruega, veio a eliminação. Com dois gols do atacante Haaland, os noruegueses venceram após um jogo em que a Seleção desperdiçou um pênalti e uma grande oportunidade de abrir o placar quando o confronto ainda estava empatado em 0 a 0.
A despedida nas quartas de final representou o pior desempenho brasileiro em uma Copa do Mundo desde 1990, quando a equipe foi eliminada pela Argentina. Assim, o único “título” conquistado pelo Brasil em 2026 foi o de sua pior campanha em Mundiais nas últimas décadas.
Futuro
Antes mesmo do início da Copa do Mundo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) renovou o contrato de Carlo Ancelotti até 2030, ano da próxima edição do Mundial. Caberá ao treinador italiano liderar o processo de reformulação da Seleção Brasileira e buscar o retorno do país ao protagonismo no futebol internacional.
O trabalho começa ainda neste ano. Em setembro, o Brasil disputará dois amistosos contra a Austrália.



