
É claro que existem cacos espalhados nos contextos áureo-cerúleos e rubro-negros desde o início do Campeonato Gaúcho. Os dois clubes pelotenses fazem campanhas pífias na competição, com performances que apontam como destinos cenários de horrores. Esporte Clube Pelotas (ECP) e Grêmio Esportivo Brasil (GEB) estão na parte inferior do mesmo barco no Gauchão, quase afogados e em uma desesperada luta por sobrevivências menos traumáticas.
O que Brasil e Pelotas fizeram na caminhada gaúcha carimba merecimentos para o momento atual da dupla. Pouco para merecer melhores situações. Na fase classificatória, o Lobo jogou oito vezes: teve uma vitória, três empates, quatro derrotas e um saldo negativo de menos sete gols. O Xavante também jogou oito partidas: venceu uma, empatou quatro e perdeu três, finalizando com saldo negativo de cinco gols. Muito pouco para ambos os lados. Não restou mais do que disputar o quadrangular que define os dois rebaixados à Divisão de Acesso de 2026. É bem verdade que ao final da fase classificatória, lobos e xavantes ficaram à frente dos últimos colocados da tabela, seus adversários também no quadrangular da morte: Avenida foi o último e São José o penúltimo. É mais ou menos por isso que torcem áureos-cerúleos e rubro-
negros no final da disputa do quadrangular da morte.
“Vergonha para quem tem vergonha… ver o Brasil se arrastando numa competição na qual apenas Inter, Grêmio e Juventude estão noutro patamar. Tomara que sirva de lição para o futuro e que não seja preciso ir ao ‘inferno’ da segunda divisão para aprender”, lamenta o torcedor xavante Silvio Molina, motorista de aplicativo.
“Se voltarmos para a segunda divisão, é melhor fechar o Pelotas como clube e entregar o futebol a alguma dessas SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol). A fiel torcida áureo-cerúlea não merece tanto sofrimento”, desabafou Arlindo Ferreira, aposentado e torcedor do Lobo.
Clássicos
Chorar sobre o leite derramado não vai livrar a dupla Bra-Pel da situação terrível na qual se encontram. É preciso vencer o jogo e também os desafios a seguir. E os próximos são dois clássicos. Logo, o Bra-Pel 368 será também o divisor das turvas águas que cercam a dupla. Vitória significa respirar, ganhar um fôlego; derrota leva ao corredor para o fundo do poço. As campanhas áureo-cerúlea e rubro-negra no quadrangular da morte aponta para isso: Brasil com um empate é uma derrota e Pelotas com dois empates.
Ou seja, no confronto deste domingo (2), a partir das 19h, na Boca do Lobo, só vale ganhar, diferentemente do clássico da fase classificatória quando houve igualdade em 0 a 0, também no estádio do Lobo. Um novo empate pode custar mais distanciamento para os adversários São José e Avenida, de Santa Cruz do Sul. Não é nisso que pensam, principalmente direções, torcidas e atletas de Brasil e Pelotas, não necessariamente nessa ordem.
Placar
Quadrangular do Rebaixamento – Domingo (2)
Boca do Lobo, 19h, em Pelotas: Pelotas x Brasil
Estádio dos Eucaliptos, 16h, Santa Cruz do Sul: Avenida x São José



