Sul tem melhores índices, mas ainda enfrenta desafios na educação infantil

Mesmo com desempenho acima da média nacional, municípios ainda registram crianças fora da escola. (Foto: Angelo Miguel/MEC)

*Com informações da Agência Brasil

Apesar de apresentar os melhores indicadores do país, a Região Sul ainda enfrenta desafios no acesso à educação infantil. Dados divulgados pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional apontam que 11% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças de 4 e 5 anos matriculadas em creches ou pré-escolas — o menor percentual entre todas as regiões brasileiras.

O número é inferior à média nacional, onde 16% dos municípios (876 cidades) registram ao menos uma em cada dez crianças dessa faixa etária fora da escola, mesmo com a obrigatoriedade da matrícula a partir dos 4 anos.

Quando analisada a faixa etária de até 3 anos, o cenário também mostra que o Sul está em melhor posição relativa, mas ainda distante das metas. Cerca de 66% dos municípios da região têm menos de 60% das crianças atendidas em creches. Embora seja o menor índice do país, o dado indica que a maioria das cidades ainda não alcançou o objetivo estabelecido pelo Plano Nacional de Educação.

O levantamento foi elaborado com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Censo Escolar, buscando oferecer uma visão mais detalhada da realidade municipal. A análise reforça que, mesmo em regiões com melhor desempenho, há necessidade de ampliar o acesso e garantir a universalização da educação infantil.

Especialistas destacam que a responsabilidade pela oferta dessa etapa de ensino é dos municípios, o que torna fundamental o uso de dados para identificar crianças fora da escola e promover ações de busca ativa.

Em nível nacional, os dados oficiais indicam que 93,5% das crianças de 4 e 5 anos estão matriculadas, enquanto apenas 39,7% das de até 3 anos frequentam creches — evidenciando que o principal desafio ainda está na ampliação de vagas para os mais pequenos.