Na décima edição, pesquisa do Sebrae apresenta o impacto da pandemia nos pequenos negócios

Serão 60 horas de seminários presenciais intensivos, que visam aumentar as chances de sucesso nos negócios. (Foto: Divulgação)

A décima edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise, realizada pelo Sebrae RS entre os dias 2 e 18 de março, mostra que os empreendedores do Estado estão em busca de alternativas para manter seus negócios operando.
Conforme o levantamento, para manter seus empreendimentos, 36,8% dos entrevistados citam que a principal necessidade é de orientação sobre o uso de ferramentas digitais para venda e relacionamento com clientes. Já o recurso para capital de giro é elencado para 35,8%.

Além disso, segundo a percepção dos empresários de pequenos negócios, as condições da situação econômica no Rio Grande do Sul e dos ramos de atividade pioraram nos últimos três meses. Porém, há confiança na melhora de seus ramos.

Dados de comportamento do faturamento no Rio Grande do Sul (Arte: Divulgação)

Em relação ao funcionamento, 34,7% das empresas não estão em operação. De acordo com os dados da pesquisa, de cada dez empresas, seis apresentaram redução no faturamento. Ou seja, 60,5% dos empreendedores consideram que o comportamento do faturamento de negócio diminuiu. Ainda, 29,8% acredita que manteve inalterado e 9,7% aumentou.

E apesar do momento de restrições devido ao agravamento da pandemia, 60% das empresas indicam que têm disponibilidade de caixa para operar nos próximos 30 dias, enquanto 24% afirmam que não possuem recurso para operação no período.
A busca por crédito continua sendo uma constante, especialmente em períodos mais críticos como o de agora. No mês de fevereiro, 24% buscaram recursos e, desses, 58% conseguiram. O valor médio estimado por empresa foi de R$ 70,2 mil.

Aqueles que tiveram o pedido negado apontam que os principais motivos de não conseguir financiamento são a falta de garantias ou avalistas, a empresa ou os sócios estão com restrições cadastrais, a empresa possui um alto grau de endividamento e a empresa não possui capacidade de pagamento, além dos empreendedores que não sabem o motivo.
Para os próximos meses, os empreendedores seguem cautelosos em relação as suas atividades e a ocupação, considerando o agravamento da pandemia.

Região Sul
Como no Estado, a região acredita que houve piora na economia. Também, os empreendedores afirmam que houve queda no faturamento (55,8%) e 23,2% das empresas não estão em funcionamento. Já o comportamento de ocupação das pessoas nos empreendimentos é considerado inalterado (53,5%), o que pode ser atribuído a uma característica de pequenas empresas.

No entanto, a expectativa é de permanecer no mercado (65,1%), reposicionar a atuação (14%), reduzir (11,6%) ou expandir (9,3%) o negócio. Da mesma forma, a intenção é manter os cargos (56,1%).

Dados referentes à situação das empresas na Região Sul (Arte: Divulgação)

Da Zona Sul, um exemplo é o município de Pelotas, que apesar de seguir o entendimento que houve piora na economia, permanece com a ocupação de pessoas na empresa (71,4%) e mantém o faturamento (47,6%), uma porcentagem maior comparada ao último mês. Dos entrevistados, 22,2% afirmam que seus empreendimentos não estão em operação. As necessidades apresentadas pelos empresários também seguem iguais ao do Estado. Já dos 23,8% que buscaram crédito, 40% teve o pedido negado, enquanto 20% dos empreendedores conseguiram.

A expectativa também é manter o negócio ativo (57,1%), expandir (19%), reposicionar a atuação (14,3%) ou reduzir (9,5%). Além disso, a ocupação de pessoas deverá ser mantida (55%).

Ao todo, foram entrevistados 744 clientes atendidos pelo Sebrae, de forma online.

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