Olá amigos que apreciam a arte e a cultura do Rio Grande do Sul.
Apresento, hoje, a Revolução Assisista, bem como a origem dos termos “Maragatos e Chimangos”. Boa leitura a todos:
Revoluções no solo gaúcho
Maragatos x chimangos
No artigo anterior fiz uma explanação sobre a Revolução Federalista (1893/1895). Naquela peleia, tomaram parte muitos uruguaios, alguns do Departamento de San José, chamados de “maragatos”. Aos poucos o termo foi sendo usado para designar todos os revolucionários que usavam como símbolo o lenço vermelho no pescoço que, na revolução citada, pelejaram contra os chamados de “pica-paus”.
Seguindo então sobre as revoluções, vou escrever sobre a Revolução Assisista:
No mês de janeiro, a Revolução de 1923 eclodia no estado colocando os oposicionistas – maragatos (assisistas) de lenço vermelho – em confronto contra o poder constituído – chimangos, ou ximangos (ave de rapina semelhante ao carcará eram os borgistas de lenço branco). O primeiro grupo, formado por dissidentes do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), tinha como líder Joaquim Francisco de Assis Brasil. O segundo era comandado por Antônio Augusto Borges de Medeiros, que esteve no poder por mais de duas décadas.
Os ânimos se exaltaram após a vitória de Borges de Medeiros na eleição de 1922, considerada fraudulenta e ratificada em uma Assembleia composta majoritariamente por borgistas, autorizando seu quinto mandato.
A paz é assinada em 15 de dezembro de 1925, no castelo de Assis Brasil, na localidade de Pedras Altas.
O acordo foi muito importante para o Rio Grande do Sul, pois o sucessor de Borges de Medeiros no governo gaúcho foi Getúlio Vargas, mas desse caudilho iremos escrever em outras colunas.
Antes de encerrar, não posso deixar de citar o grande revolucionário José Antônio Mattos Netto, o famoso Zeca Netto que invadiu Pelotas em 29 de outubro de 1923, de surpresa ao amanhecer. Este será o tema de uma próxima coluna. Ficaram curiosos? Então acompanhem a nossa coluna aqui no Jornal Tradição Regional.



