
Símbolo de liberdade dos gaúchos desde a Revolução Farroupilha, integrando a Bandeira do RS desde 1891, o “barrete frígio” volta a ordem do dia após ser o escolhido para dar vida aos mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos deste ano, na França.
Para quem não lembra, é aquela boina vermelha (boné, carapuça ou gorro) que está no centro de nossa bandeira gaúcha, na ponta de uma espada de ouro, entre um ramo de fumo e outro de erva mate.
Símbolo adotado antes no continente europeu como uma das marcas da Revolução Francesa, tem origens milenares e nos remete à Turquia, onde ficava a Frigia.
O barrete, vindo daquela região central da Ásia Menor, virou insígnia da liberdade, pois usado pelos republicanos franceses que tomaram a Bastilha, simbolizavam os antigos escravos libertos na Grécia e em Roma.
A história dessa carapuça vermelha é praticamente interminável, merece ser aprofundada por quem tiver interesse, assim como a história da Frígia.
Midas, por exemplo, o rei que transformava em ouro tudo que tocava, era um Frígio!
Há inúmeras utilizações simbólicas do barrete, seja na Maçonaria, em bandeiras de países e Estados, e em cunhagem de moedas, brasões, insígnias partidárias (quem lembra o antigo símbolo do Partido Libertador?)
Os novos e simpáticos gorrinhos franceses receberam o nome de “phiryges” e serão destaque nos jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris, que se iniciam em julho, na França.
Creio ser uma oportunidade que não devamos desperdiçar: um símbolo também nosso agora é mascote olímpico.
E que Deus nos ajude e que Midas não nos desampare.
*José Henrique Medeiros Pires é Licenciado em Estudos Sociais pelo ICH UFPel, Especialista em Políticas Públicas pela Universidade de Salamanca, Espanha e jornalista e radialista



