Manuela de Paula Ferreira

Ela era uma bela mulher que Garibaldi conheceu na estância da família de Bento Gonçalves. Era sobrinha do presidente da República Rio-grandense, filha de uma de suas irmãs chamada Maria Manuela. O próprio Garibaldi em suas memórias descreve:

“Na estância de Dona Ana havia três moças, uma mais graciosa do que a outra, na verdade eram três irmãs, no entanto, uma delas, chamada Manuela, dominava minha alma. Não deixei de amá-la, embora sem esperança, porque estava prometida a um filho do presidente”.

Portanto, não era Ana de Jesus Ribeiro, a Anita, o primeiro amor brasileiro de Garibaldi, pois ele somente conheceu a sua famosa e brava companheira três meses depois, lá em Santa Catarina, onde ela vivia e era casada com Manoel Duarte de Aguiar (há quatro anos, desde os 15 anos).

Manuela de Paula Ferreira, a virgem que encantou Giuseppe Garibaldi, encontrava-se temporariamente na estância de sua tia Ana, em Camaquã, porque Pelotas, cidade onde nasceu e morava, estava ocupada pelos legalistas durante a Revolução Farroupilha.

Embora fosse destinada a ser mulher do filho do presidente, essa loira, de grandes olhos azuis morreu solteira aos 82 anos em Pelotas. Dizem que guardou consigo, para sempre, cartas e poemas do europeu ilustre por quem foi sinceramente apaixonada, sendo conhecida por todos os pelotenses como “A noiva de Garibaldi”.

Manuela morreu às 15h do dia 26 de janeiro de 1903, de fraqueza do coração, em sua residência na rua Marechal Deodoro, no Centro de Pelotas, sem jamais ter se casado, nem constituído uma família. Falava muito da história farroupilha, a qual viveu do início ao fim.

União Gaúcha J. Simões Lopes Neto
Não poderia eu, que além de ter sido o patrão dos 100 anos, tem no coração essa grande entidade tradicionalista, deixar de mencionar e comemorar os 50 anos do reerguimento da nossa hoje centenária.

A história da União Gaúcha remonta há 121 anos, começando em 9 de setembro de 1899, data em que era publicado no “Diário Popular” um edital de convocação para uma assembleia geral dos “amantes do culto à tradição”, a realizar-se no dia seguinte, 10 de setembro de 1899, no salão da sociedade alemã, data que ficou configurada como fundação da entidade.

A União Gaúcha resiste até os anos 30, onde sucumbe juntamente com todos que cultivavam as tradições regionais.

Honrando seu passado de glórias e realizações ressurge em 18 de dezembro de 1950 agora com o nome de União Gaúcha J. Simões Lopes Neto, continuando sua trajetória, traçada pelos fundadores de 1899 e reafirmada pelo grupo de ginasianos que resolveram não somente fundar mais um CTG, mas sim reerguer a antiga União Gaúcha que estava adormecida.

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Até a próxima coluna, amigos.

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