Festas juninas: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo

Paulo Souza é colunista do Jornal Tradição Regional e estará autografando as obras nesta sexta-feira (28). (Foto: Divulgação)

Estamos no mês de junho e, com ele, chegam as tradições das festas juninas em homenagem aos Santos Antônio, João, Pedro e Paulo. Tem até uma música, lembram? “Com a filha de João, Antônio ia se casar, mas Pe­dro fugiu com a noiva na hora de ir pro altar…”. Bem, mas vejamos outras explanações:

Ciclo Junino

13 de junho: Santo Antônio de Pádua é a data da sua morte, santo casamenteiro;

24 de junho: São João é a data do seu nascimento, protetor dos casados e dos enfermos;

29 de junho: São Pedro é a data da sua morte, padroeiro dos pescadores, o guardião das chaves do céu, é quem controla as águas e os ventos. Os Paulos que não me xinguem, pois São Paulo é um santo meio esquecido no ciclo junino, já que dia 29 também é lembrado pelo dia da sua morte.

As festas juninas acontecem no ciclo junino, ou seja, de 13 a 29 de junho. Os gregos e os romanos – antes mesmo de Jesus Cristo – homenageavam os deuses da colheita com fogueiras, cantorias e danças. Chegaram a Portugal levadas pelos legionários romanos e, hoje, tais festas têm continuidade com homenagens aos santos do ciclo com fogueiras, novenas, quermesses, festas caipiras e espetáculos artísticos característicos de cada região, mas, principalmente, do nordeste brasileiro.

Festejam-se Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo alegremente, como verdadeira festa comunitária, preservando a tradição local, por isso não se justifica fazermos caricaturas de caipiras e outras atividades que não são próprias do nosso Rio Grande. Podemos, sim, fazer fogueiras com suas brincadeiras e comidas típicas – a fogueira de Santo Antônio é quadrada ou retangular, de São João é redonda ou circular e de São Pedro é triangular -, adivinhações, apresentações artísticas e tantas outras diversões baseadas na nossa tradição, desde que com a devida segurança.

Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã afirma que o costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes num acordo feito pelas primas Maria e Isabel para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e, assim, ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

Então “moças que querem namorados”, preparem-se para fazer as simpatias, que são várias, desde colocar uma imagem do santo em um copo de vidro com água até o pedido ser realizado ou acender uma vela branca e fazer um pedido; quando acabarem as orações, incline a vela com os olhos fechados e deixe a cera pingar em um prato com água, os pingos vão formar a inicial do seu futuro marido. Será que dá certo?

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Até a próxima, tchê!

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